O longa-metragem gaúcho 'Casa Vazia' venceu o prêmio de melhor fotografia para Ivo Lopes Araújo na última edição do Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, realizado de 9 a 19 de dezembro na capital fluminense. O troféu Redentor foi entregue ao diretor do filme, Giovani Borba, na cerimônia de encerramento do evento, que aconteceu no domingo à noite no Estação Botafogo, na zona sul da cidade. O cearense Ivo Lopes Araújo é diretor de fotografia, diretor e roteirista. Integrou a equipe de grandes títulos nacionais, como Campo Grande, Greta e Tatuagem.
Com selo da Panda Filmes, a produção foi exibida nos dias 14 e 15 de dezembro na mostra Première Brasil, a mais disputada do Festival do Rio. Definido como um neo-western pela revista Variety, 'Casa Vazia' explora uma linguagem híbrida entre ficção e documental e tem como protagonista um não-ator, Hugo Noguera, que é um ex-peão de estância. A trama aborda o empobrecimento da população em regiões agrícolas marcadas pelo avanço da tecnologia e das desigualdades sociais. É a primeira obra de Borba como roteirista e diretor de um longa-metragem.
O diretor também atua como produtor da obra, juntamente com Tatiana Sager (diretora de Central - o filme, 2017) e Beto Rodrigues (diretor de Rolex de Ouro, 2007). Casa Vazia foi o único projeto gaúcho selecionado, no final de 2017, no edital PRODECINE 05 – Inovação de Linguagem.
O Filme
A produção foi filmada no extremo sul do Brasil. O longa-metragem expõe a vida de Raúl, um peão desempregado que vive numa casa isolada na imensidão do pampa. Região, atualmente, marcada pelo empobrecimento das famílias que vivem no campo. Nesse cenário, a violência rural é uma das consequências da industrialização na agricultura.