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Ludmilla sobre condenação de Marcão do Povo por injúria racial: “Reforça que o racismo é crime”

A sentença impõe ao apresentador uma pena de um ano e quatro meses de prisão, além do pagamento de R$ 30 mil em indenização

A decisão da 5ª Turma do STJ acolheu um recurso apresentado pela equipe jurídica de Ludmilla e restabeleceu a condenação de Marcão do Povo
A decisão da 5ª Turma do STJ acolheu um recurso apresentado pela equipe jurídica de Ludmilla e restabeleceu a condenação de Marcão do Povo Foto : Steff Lima / Divulgação / CP

Ludmilla usou as redes sociais nesta terça-feira, 13, para comentar a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reconheceu a prática de injúria racial contra ela em uma fala do apresentador Marcão do Povo, em 2017. À época, a artista foi chamada de “pobre macaca” durante um programa de televisão exibido ao vivo para o Distrito Federal.

“Essa vitória não apaga a dor, mas reforça que o racismo é crime e tem consequência', escreveu a cantora. 'Em 2017, fui chamada de ‘pobre macaca’ por um apresentador ao vivo na TV aberta. Hoje, finalmente foi reconhecido o racismo que tentei denunciar lá atrás. Agradeço ao sistema judiciário brasileiro por apoiar essa luta. Justiça foi feita!”, completou.

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O Estadão entrou em contato a assessoria do SBT, emissora na qual Marcão é apresentador, e aguarda resposta. Procurado, o STJ informado que o processo está em segredo de justiça. O espaço segue aberto para manifestações de todas as partes envolvidas.

A decisão da 5ª Turma do STJ, revelada pelo colunista Lauro Jardim, do O Globo, acolheu um recurso apresentado pela equipe jurídica de Ludmilla e restabeleceu a condenação de Marcão do Povo, determinada anteriormente pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. A sentença impõe ao apresentador uma pena de um ano e quatro meses de prisão, além do pagamento de R$ 30 mil em indenização. Ele ainda pode recorrer.

O caso passou por diferentes instâncias ao longo dos anos. Em 2023, o TJ-DF havia condenado o apresentador, mas, posteriormente, a ministra Daniela Teixeira, do próprio STJ, anulou a decisão em despacho monocrático.

A defesa de Marcão alegava que o vídeo usado no processo havia sido editado e tirado de contexto. No entanto, os advogados de Ludmilla sustentaram que a gravação era legítima e completa.

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