"Renato Piau Canta e Conta Luiz Melodia" é o show de Renato PIau que acontece nesta sexta e sábado, às 21h, no Espaço 373 (rua Comendador Coruja, 373), com participações especiais de Adriana Deffenti e Rita Zart. Além de cantar, o músico contará algumas histórias que marcaram quatro décadas de parceria com Luiz Melodia. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site da Eventbrite: https://www.eventbrite.com.br/e/renato-piau-canta-e-conta-luiz-melodia-tickets-172830579917.
Por quase 40 anos, o guitarrista foi um fiel escudeiro de Melodia: além de acompanhá-lo em shows e gravações, Piau dividiu com ele a autoria de algumas músicas, como "Fadas", "Me Beija", "Cuidando de Você", a famosa "Cara a Cara" e "Este Filme Eu Já Vi", interpretada por Cássia Eller. Com mais de 200 músicas gravadas por diversos artistas, seu trabalho foi citado em dezenas de livros sobre a história MPB, por autores como Ricardo Cravo Albin, Nelson Motta, André Diniz, Rodrigo Moreira, Euclides Amaral e Antônio Carlos Miguel, além das biografias de Sérgio Sampaio, Tim Maia, Zé da Velha & Silvério Pontes, Cássia Eller e, claro, de Luiz Melodia.
O início da parceria
Foi na plateia do show "Fa-Tal", de Gal Costa, no Teatro Tereza Rachel – atual Theatro NET Rio, em Copacabana (RJ) – que Renato Piau conheceu Luiz Melodia. Gal interpretava "Pérola Negra" e fazia o lançamento do compositor, descoberto por Jards Macalé e Wali Salomão, no Morro do Estácio. A partir daí, se tornaram mais do que amigos. Quando assinou contrato com a Philips, a gravadora ofereceu uma casa em Jacarepaguá para que Melodia se dedicasse integralmente ao seu primeiro disco, "Pérola Negra" e Piau foi morar com o artista.
Entre 1974 e 1976, o guitarrista viveu em Brasília. De volta ao Rio de Janeiro, trabalhou com Chico Anísio e Arnoud Rodrigues, com quem compôs várias músicas para a dupla Baiano e Os Novos Caetanos. Ele também dividiu os palcos com Fagner, Luiz Gonzaga, Raul Seixas, Sandra de Sá, Sérgio Sampaio, Tim Maia e sua Banda Vitória Régia, Zé Ramalho, Chuck Berry e Ron Carter. A partir do "Nós" (1980), o guitarrista participou de todos os discos dele e shows, até "Zerima" (2015). “Melodia foi o homem mais lindo que conheci. Ele confiava muito em mim, cantava me olhando quando se sentia inseguro e eu dava as entradas (das músicas)”, relembra.