"Ao contrário de seu personagem, Mario era um profissional muito sério", disse à imprensa o ator Javier Cordero, que participou com ele do filme "A volar joven", de 1947.
Outras homenagens estão previstas nestas duas primeiras semanas de agosto para comemorar a data de aniversário, entre elas, a divulgação de uma seleção de seus mais de 50 filmes, a serem apresentados no canal estatal de televisão e na Cinemateca Nacional, asssim como uma conferência sobre sua influência no desenvolvimento da comédia e do cinema latino-americano.
Cantinflas, nome artístico de Fortino Mario Alfonso Moreno Reyes, nasceu na Cidade do México em 12 de agosto de 1911 e morreu em abril de 1993, vítima de um câncer de pulmão. Era de uma família muito humilde e tinha 12 irmãos. A adolescência foi marcada pela pobreza, o que o levou a começar a trabalhar muito cedo, primeiro como engraxate e depois como aprendiz de toureiro, motorista de táxi e pugilista.
A vida mudou quando, aos 20 anos, como empregado em um teatro popular, teve a chance de substituir o apresentador do espetáculo. Ao inverter frases, trocar palavras e abusar do improviso, Cantinflas conquistou o público. Em Hollywood ele fez apenas dois filmes: A Volta ao Mundo em 80 Dias, um sucesso de bilheteria, e Pepe, um fracasso de público.
A crítica destaca que os melhores filmes do comediante foram feitos nos anos 40 e 50. Entre os seus trabalhos mais elogiados deste período estão, Os Três Mosqueteiros (1942), O Circo (1943), El Supersabio, O Mágico (1948), O Bombeiro Atômico (1950) e Se Eu Fosse Deputado. Todos escritos para ele pelo seu Jaime Salvador.
Sua popularidade foi tamanha que a Real Academia Espanhola da Língua adotou, inclusive, o uso do verbo "cantinflear".