O pequeno país de 35 mil habitantes espera receber 200 mil turistas – o mesmo número que o principado abrigou para o Grande Prêmio de Fórmula 1. A maior parte dos curiosos deve vir de França e Itália. As atrações passam por distribuição de taças de champanhe em lojas e museus, estacionamentos gratuitos e até testes em carros de corrida, além de uma "tarifa especial" (50 euros) para um voo de helicóptero.
O casamento envolverá três dias de festividades, com a presença de chefes de Estado de mais de vinte países, 38 famílias reais e centenas de celebridades. Haverá festas populares, um show da banda Eagles no estádio de futebol, que será assistido pelos noivos, além de um espetáculo de música e luz, um show de Jean Michel Jarre e muitos fogos de artifício.
A cerimônia de casamento civil ocorre na sexta-feira, na Sala do Trono do palácio principesco. A religiosa, no sábado, ao ar livre, no Pátio de Honra do Palácio, e poderá ser acompanhada em telões na praça principal. A cerimônia será transmitida por dezenas de canais de televisão. Para garantir o sucesso, Albert e a noiva têm se esforçado para manter a impressão de tranquilidade, após a revista francesa L'Express colocar em dúvida a união.
A revista informa que a noiva chegou a fugir para Nice (França), para pegar um voo rumo à África do Sul. No último momento, contudo, teria sido convencida a retornar a Mônaco para prosseguir com os preparativos do casamento.
A publicação recordou ainda a agitada vida privada do príncipe de Mônaco, que reconheceu publicamente que tem dois filhos fora do matrimônio, uma menina e um menino. Jazmin Grace, de 19 anos, foi o fruto de uma relação com Tamara Rotolo, ex-camareira americana, e Alexandre, de seis anos, foi o resultado de uma relação com Nicole Coste, ex-aeromoça francesa nascida em Togo. Albert os reconheceu oficialmente depois de sua chegada ao trono, mas, segundo a Constituição, eles não poderão sucedê-lo.