O músico escocês David Byrne não se limitou a hotéis e camarins ao passar por Porto Alegre, onde fez seu show "American Utopia", na última semana. Após circular de bicicleta com um grupo, ele definiu a Capital como "uma cidade inacabada".
Byrne elogiou as ciclovias que permitiram fazer um passeio "em razoável segurança" e conhecer amáveis parques e avistar um "prédio distinto". Este prédio, o Centro Administrativo Fernando Ferrari, o sobre o qual o músico aprendeu que os últimos andares não foram completados.
A incompletude de Porto Alegre ficou mais marcante, segundo o relato de Byrne, ao chegar no aeromóvel: "Um sistema elétrico, que não polui" e "cujo sistema foi adotado na Indonésia e em outros lugares". Em Porto Alegre, notou, "um carro solitário está parado no meio do caminho - inalcançável".
O músico mirou o Guaíba e ficou sabendo dos companheiros de pedalada que, há muitos anos, teria sido possível tomar banho nas águas da orla, hoje poluída, o que foi incluído no seu blog. Ele lamentou o corte de verbas à Fundação Iberê Camargo, cujas linhas arquitetônicas curvas chamaram sua atenção: "Hoje em dia, só abre em alguns dias da semana".
Findado o passeio, Byrne ainda ficou atento no Aeroporto Salgado Filho. "Um pedaço inacabado do terminal estava sendo demolido perto do nosso portão de embarque."
Músico David Byrne define Porto Alegre como "uma cidade inacabada"
Escocês destacou ciclovias e parques da Capital, mas lamentou aeromóvel inacabado e Iberê fechado