"BB, qualquer um poderia interpretar mil notas e nunca chegar a dizer o que você dizia com apenas uma delas. #RIP", escreveu no Twitter o músico Lenny Kravitz.
BB, anyone could play a thousand notes and never say what you said in one. #RIP #BBKing pic.twitter.com/YvZYH8hyJE — Lenny Kravitz (@LennyKravitz) 15 maio 2015
O cantor canadense Bryan Adams também fez sua homenagem no Twitter: "RIP B.B. King, um dos melhores guitarristas de todos os tempos, talvez o melhor. Ele podia fazer mais que qualquer um com apenas uma nota".
RIP BB King, one of the best blues guitarists ever, maybe the best. He could do more on one note than anyone. #respect — Bryan Adams (@bryanadams) 15 maio 2015
O Slash, considerado um dos maiores guitarristas do mundo, colocou uma homenagem em sua página oficial do Facebook. Com uma foto dos artistas tocando juntos ele escreveu: "R.I.P. B.B. King. O Rei do Blues!!". O ex-baterista dos Beatles Ringo Starr também se manifestou. Pelo Twitter ele disse: "Deus abenções B.B. King. Paz e amor aos familiares. Ringo and Barbarax".
God bless BB King peace and love to his family Ringo and Barbarax???????? — Ringo Starr (@ringostarrmusic) 15 maio 2015
A música do rei do blues
B.B. King fez shows até o ano passado. Em 2003, a revista Rolling Stone o considerou o terceiro guitarrista mais importante da história, atrás de Jimi Hendrix e Duane Allman, mas à frente de Eric Clapton.
Seu estilo não era marcado pela velocidade ou acordes amplos, e sim em notas sustentadas e bem escolhidas.
King chegou a fazer mais de 300 shows por ano. Apesar de sofrer de diabetes crônica nas últimas duas décadas, até recentemente manteve uma agenda de turnês que cansaria músicos muito mais jovens que ele.
"Tenho uma doença que acredito que pode ser contagiosa", declarou King em uma entrevista em 2007. "Se chama 'preciso de mais'", completou.
Um dos motivos que levava King a seguir na estrada, em turnê, era a esperança de manter o blues vivo. "Com exceção da rádio por satélite, hoje você não escuta blues no rádio", disse na ocasião. "Assim, uma das razões pelas quais viajo tanto é porque posso levar a música às pessoas".
Muito influente, King gravou com Eric Clapton o álbum "Riding with the King", premiado com um Grammy, um dos 15 que a lenda do blues recebeu durante toda a carreira.