O Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC RS), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac), promove o seminário “Acervo em Mutação: reconstrução de obras de arte no contexto da contemporaneidade”. O evento ocorre no dia 24 de fevereiro, das 14h às 17h30, no Auditório Luis Cosme da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), com participação gratuita e inscrições por meio de formulário on-line. A atividade, direcionada a artistas, estudantes, pesquisadores e demais interessados em arte contemporânea, integra a programação do Projeto Acervo em Foco. Os ouvintes inscritos receberão certificado de participação.
Em 2025, o projeto inaugurou a exposição "Acervo em Foco: Rommulo Vieira Conceição", apresentando a obra “Cozinha Banheiro” (2025), uma versão remodelada de um trabalho anterior do artista, desenvolvida a convite do Museu. A proposta envolveu repensar o formato original da criação, buscando adequá-la às condições de preservação e exibição no acervo institucional.
A partir dessa experiência, o seminário “Acervo em Mutação” propõe um debate sobre os desafios de musealizar e conservar obras de arte contemporânea, considerando a constante transformação das linguagens e materiais que compõem a produção artística atual. O encontro destaca como o diálogo entre instituições e artistas tem se tornado fundamental para a reconstrução e atualização das obras, permitindo processos colaborativos de restauro, reformulação e reinterpretação.
A programação conta com duas mesas de discussão, mediadas por Mel Ferrari. A primeira irá abordar os processos de musealização da arte contemporânea e as interferências do contexto na preservação e exibição das obras, tendo como painelistas Fernanda Albuquerque, Gabriela Motta e Ísis Fófano. Na sequência, ganha lugar a discussão sobre a conservação de diferentes materialidades e a transformação das obras a partir de intervenções e restauros, com Adriana Boff, Francisco Dalcol e Rommulo Vieira Conceição.
O seminário reforça o compromisso do MAC RS em promover reflexões sobre a preservação e a circulação da arte contemporânea, destacando a importância da colaboração entre museus e artistas para a construção de novas formas de compreender e manter viva a produção artística atual.