O programa destaca a face de trilhas para teatro feitas por Sibelius. O compositor chamava sua música incidental de “pecado antigo”, mas nunca quis deixar este vício, que o acompanhou ao longo de toda sua atuação. Serão apresentadas “Valsa Triste” e “Cena com Garça”', escritas para a peça “Kuolema” (1903), de Arvid Järnefelt, e a suíte orquestral composta a partir da música de cena para “Pelléas et Mélisande” (1905), de Maurice Maeterlinck.
A '”Sinfonia Clássica” (1917), de Prokofiev, encerra a exibição. Foi a primeira sinfonia do compositor, ainda que, segundo Teraoka, pareça ter sido escrita por um experiente mestre. “Superficialmente, ela se assemelha à música de Haydn ou Mozart, mas, na verdade, é cheia de modernidade. É como uma casa reformada: de fora, parece antiga, mas por dentro está equipada com a mais alta tecnologia”, explica o maestro japonês. Ele ressalta que a sinfonia é extraordinariamente difícil para os músicos, é maravilhosa para os ouvintes.
Este ano, Teraoka retorna à Capital para mais dois concertos. No dia 22 de outubro regerá o violoncelista Viktor Uzur, interpretando obra do contemporâneo Ivan Jevtic. Na semana seguinte, dirigirá a execução de “A Sagração da Primavera”, de Igor Stravinky, obra cujo centenário está sendo comemorado este ano. Teraoka graduou-se pela Universidade Waseda em Tóquio, estudou contrabaixo na Toho Gauken Escola de Música e ingressou no Conservatório de Viena, onde foi aluno de regência de Karl Österreicher e Uros Lajovic. Tem regido orquestras, como a Orquestra Filarmônica de São Petersburgo e a Orquestra da Câmara de Viena.