Também compõe a mostra, ilustrações de diferentes períodos, produzidos entre 1962 e 1983. São trabalhos feitos sobre diversas superfícies. Em suas pinturas e desenhos, Miró usou conceitos da natureza estudados de maneiras poéticas e transcendentais. Foi influenciado pelo arquiteto Antonio Gaudí e também estudou com Francisco Galí no início de sua formação.
A obra de Miró tem traços que remetem as escolas fauvista e cubista, na relação pela negação dos valores tradicionais da arte. Aproxima-se ainda do dadaísmo e do surrealismo. Em 1954, ganhou o prêmio de gravura da Bienal de Veneza. Em 1958, o mural que desenhou para o edifício da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris, lhe garantiu o Prêmio Internacional da Fundação Guggenheim.
Além das obras, podem ser vistas 23 fotografias em preto e branco de Miró tiradas pelo fotógrafo e galerista Alfredo Melgar, que também é curador da exposição. Ele dará uma palestra no dia da abertura da mostra, às 16h30. Após a atividade, será feita a exibição de um documentário sobre o artista em frente ao prédio da Caixa Cultural.
Depois de São Paulo, a exposição passará por Curitiba, pelo Rio de Janeiro, por Recife e Salvador.