O 27° Porto Verão Alegre terá muito mais do que teatro. O evento, que nasceu em 1999 com uma programação exclusiva de artes cênicas, é hoje um dos maiores e mais representativos festivais multiculturais do país, abrigando outras manifestações artísticas. Na 27ª edição, que começa na quinta, 8, a música terá protagonismo, reunindo artistas que transitam por gêneros como MPB, pop, erudito, reggae, jazz, rock, R&B e soul. São mais de 30 shows entre 8/1 e 8/2, com ingressos com a preços populares, disponíveis no portoveraoalegre.com.br.
Grandes referências da música brasileira vão passar por Porto Alegre durante o evento, que tem a Petrobras como patrocinadora apresentadora. Entre eles está o compositor e multi-instrumentista paranaense Arrigo Barnabé. Em formação de elite, que conta com seu irmão Paulo Barnabé na bateria, o pianista Paulo Braga e o baixista Gustavo Boni, ele apresentará no dia 28/1, no Teatro Simões Lopes Neto, show com o repertório do disco “Clara Crocodilo” (1980).
No mesmo local, mas no dia 13 de janeiro, haverá apresentação inédita do duo formado pelo multifacetado artista André Abujamra e o percussionista Marcos Suzano. No repertório, estão canções do disco Omindá, de Abujamra (em que Suzano participou), da banda Karnak e até uma versão de Moraes Moreira.
O Instituto Ling será um dos principais palcos musicais do PVA. Entre os destaques da programação no centro cultural estão três groove sessions em que o saxofonista e flautista gaúcho Cleômenes Junior receberá diferentes nomes da cena jazzística e instrumental. A estreia será no dia 17 de janeiro recebendo Esdras Nogueira, saxofonista e produtor, conhecido pelo trabalho como integrante da banda Móveis Coloniais de Acaju. Depois, os encontros serão com o trompetista paulista Sidmar Vieira, no dia 24/1; e com a saxofonista, compositora e produtora Suka Figueiredo, dia 31/1.
No dia 8 de janeiro, estreia do festival, o espaço receberá o pianista Luciano Leães antecipando músicas do novo disco, gravado em New Orleans e previsto para o segundo semestre. No dia seguinte, 9, será a vez de conferir “A Música Francesa - Ontem e Hoje”, espetáculo inédito da cantora Luana Pacheco que revela a chanson em diferentes gerações, unindo obras de Édith Piaf a ZAZ.
O festival promoverá, no palco do Teatro Unisinos, reencontros do público com grandes bandas que nasceram no RS e se projetaram pelo Brasil. Entre elas estão a Maskavo celebrando 25 anos do álbum “Já”, no dia 9/1; e a Chimarruts, com seus fundadores Sander e Nê apresentando as faixas que vêm conquistando gerações falando de amor e paz no dia 23 de janeiro; e a Graforréia Xilarmônica celebrando 40 anos de atividades e 30 anos do lançamento do primeiro álbum, “Coisa de Louco II”, no dia 27/1. Outros nomes importantes da música também vão passar pelos palcos da capital gaúcha. Nos dias 10 e 11 de janeiro, Kleiton & Kledir apresentam show intimista no Teatro Simões Lopes Neto. O local abriga ainda shows de Renato Borghetti, no dia 14/1, Nei Lisboa, no dia 15/1; e Laura Dalmás, no dia 22/1. O festival terá ainda Duca Leindecker, nos dias 5 e 6/2, no Teatro Unisinos, além de Beatles em Concerto, dia 8/1, no Teatro Simões Lopes Neto; Adriana Deffenti e Paulo Gaiger, no Teatro Oficina Olga Reverbel, no dia 14/1, entre outros. O festival também receberá homenagens a grandes ícones da música. No dia 28/1, Volnei Cavalheiro, Gustavo Brodinho e Lincon Ramos vão fazer um tributo a Bebeto Alves, com o espetáculo Mandandolenha, no Teatro Oficina Olga Reverbel. Haverá outras duas homenagens, ambas realizadas por Luciano Alves & Banda, no Teatro do Goethe-Institut. No dia 29/1, a apresentação será dedicada à obra do cantor e compositor brasileiro Belchior; e nos dias 30 e 31/1, a Bob Dylan.
O festival também traz uma novidade na área musical: pela primeira vez, o PVA terá um palco dedicado à brasilidade. O Grezz se transformará no Palco Petrobras, espaço que receberá importantes nomes da música brasileira para shows nas quintas-feiras de janeiro, às 21h, abrindo no dia 15/1, com cantor e compositor Thedy Corrêa, apresentando Minha História, espetáculo em que revisita 38 anos de carreira intercalando curiosidades da sua trajetória.