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Maitê Proença abre própria casa para gravação de filme

Atriz protagonizou "Primeiro dia de um ano qualquer”, concorrente a kikitos em Gramado<br />

A atriz Maitê Proença abriu sua casa para gravações
A atriz Maitê Proença abriu sua casa para gravações Foto : Halder Ramos / Especial CP
A atriz Maitê Proença é uma das atrações no tapete vermelho do Festival de Cinema de Gramado. Ela protagoniza o filme “Primeiro dia de um ano qualquer”, de Domingos Oliveira, um dos concorrentes aos kikitos na categoria de longa-metragem brasileiro. É uma história que se passa em um único dia, o primeiro de um novo ano. Cerca de 20 personagens aparecem em cena, convivendo em uma casa de campo em que passaram a noite de Réveillon.

Uma curiosidade no filme é que a casa que serve como locação, belíssima por sinal, é da própria Maitê, localizada na região serrana do Rio de Janeiro. “Só abri a casa porque era para o Domingos e estávamos entre amigos”, explicou a atriz. “Quando fazemos um filme com o Domingos, a gente se diverte e isso é contagiante”, completou.

Nesta comédia agridoce, pessoas chegam e saem do local a toda hora, enquanto familiares têm crises existenciais, afetivas e matrimoniais. “Vamos colhendo as histórias da vida, a maestria está em como captar e transmitir isso”, disse a atriz, elogiando o diretor.

Além de questões existenciais, o filme também aborda, de maneira crítica, mas ao mesmo tempo cômica, a divisão de classes e a relação entre patrão e empregado. “O filme tinha roteiro, mas com boa margem para modificações, feitas nas filmagens”, explicou Oliveira.

Participação de Ney Matogrosso

A atriz Priscila Rozembaum, que atua no filme, está presente em Gramado e também é mulher do diretor, contribuiu com a ideia de uma das sequências mais engraçadas do filme, a que conta com uma participação especial do cantor Ney Matogrosso cantando karaokê. Entre comentários informais da crítica, alguns apontam este como o melhor filme dos últimos anos de Oliveira.

Apesar de tramas a princípio um tanto desconexas, as várias vozes do filme vão se orquestrando até o final, levando, ainda que brevemente, a reflexões sobre a perda do sentido de vida para as elites. O cineasta opina que o bom filme é aquele que ensina ao espectador como viver melhor, pois fala ao seu inconsciente. “Acredito na importância social da arte”, declarou.

Ao fim da entrevista, Oliveira fez críticas ao sistema cinematográfico no País, pelo fato de filmes nacionais terem de disputar, às vezes de forma cruel, as salas de exibição com os blockbusters norte-americanos. “Não acho que o cinema brasileiro está indo bem. Está indo mal. Os melhores filmes brasileiros têm dificuldade de exibição”, reclamou. Seu próximo filme, que já está pronto, é “Paixão e Acaso”, ainda sem data de lançamento.

Veja o trailer



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