O 32º Festival de Cinema de Vitória anunciou, na noite desta quinta-feira (24), os filmes vencedores do Troféu Vitória, além dos contemplados com o Prêmio Canal Brasil de Curtas e o Prêmio Sesc Glória. A cerimônia de encerramento contou com uma emocionante homenagem a um dos maiores nomes da cultura brasileira, Ney Matogrosso. Como parte da homenagem, o artista recebeu o Troféu Vitória e o Caderno do Homenageado, publicação biográfica inédita, que trata da sua vida e trajetória profissional.
Ney é um dos grandes nomes da música brasileira e da cultura nacional. Ao longo de 50 anos de carreira solo, destacou-se também como ator no cinema e diretor de espetáculos musicais e teatrais, sempre reafirmando, por meio de sua arte, a liberdade e importância de ser quem se é. Em 2025, foi homenageado com o filme biográfico "Homem com H", visto por milhares de espectadores nos cinemas. Também nas telonas, um de seus papéis marcantes foi em "Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha" (2010), de Helena Ignez e Ícaro C. Martins, exibido na noite de encerramento do festival, após a homenagem.
“Estou feliz! Vamos seguir a história, não é isso? Para mim é uma felicidade fazer parte do cinema. Desde criança sempre fui ao cinema, e ficava muito impressionado com as pessoas naquela tela. Lá dentro desejava isso. Foi para mim uma felicidade mesmo. Sou da música, mas sou do cinema também. E estou disponível para ser do cinema, desde que tenha tempo livre”, disse ele, que complementou: “Fico meio envergonhado, meio travado. Mas aceito sim, muito obrigado”, afirmou Ney Matogrosso. Outro momento emocionante da noite, foi quando toda a plateia colocou no rosto uma máscara que fazia alusão à maquiagem usada pelo artista na época do Secos & Molhados.
Na 15ª Mostra Competitiva Nacional de Longas, os grandes vencedores foram a produção goiana "Mambembe”, de Fábio Meira, que levou o Troféu Vitória de Melhor Filme pelo Júri Técnico, Melhor Interpretação (para Índia Morena) e Menção Honrosa de Melhor Interpretação para Madonna Show.
A produção capixaba, "O Deserto de Akin”, de Bernard Lessa, ganhou o Troféu Vitória de Melhor Filme pelo Júri Popular e Melhor Fotografia (para Heloísa Machado). O longa cearense “Centro Ilusão”, de Pedro Diógenes, venceu o Troféu Vitória de Melhor Direção e Roteiro (ambos para Pedro Diógenes). O documentário mineiro “Brasiliana: o Musical Negro que Apresentou o Brasil ao Mundo”, de Joel Zito Araújo, recebeu o Troféu Vitória de Melhor Contribuição Artística. O Júri Técnico da mostra foi composto pelo ator, roteirista e diretor Heraldo de Deus, pela diretora de arte Joyce Castello, e pela atriz Marcélia Cartaxo.
Na 29ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, o vencedor do Troféu Vitória de Melhor Filme pelo Júri Técnico foi a produção baiana “Na Volta Eu Te Encontro”, de Urânia Munzanzu. O capixaba “Sola”, de Natália Dornelas, recebeu o Troféu Vitória de Melhor Filme pelo Júri Popular. Já o curta alagoano “Entre Corpos”, levou os prêmios de Melhor Roteiro e Direção, para Mayra Costa. “Fenda”, de Lis Paim, levou o Troféu Vitória de Melhor Interpretação (para Noélia Montanhas) e o Prêmio Especial do Júri. Fechando a lista, a produção paulista “Arame Farpado”, de Gustavo de Carvalho, recebeu o Troféu Vitória de Melhor Fotografia (para Renato Hodja), e “O Tempo é um Pássaro”, de Yasmin Thayná, levou o Troféu Vitória de Melhor Contribuição Artística. “O Panda e o Barão”, de Melina Galante, ganhou Menção Honrosa de Melhor Filme. O Júri Técnico da mostra foi composto pela diretora Gabriela Gastal, pelo produtor audiovisual Izah Candido e pelo ator e cineasta Victor Di Marco.