Alonso contou à rádio WMAL que, no domingo, quando estava no Aeroporto Internacional de Los Angeles para esperar a mãe, viu Penn na área de desembarque e decidiu abordá-lo para falar sobre Chávez, porque ela já havia divulgado no passado uma carta aberta criticando o apoio do ator ao presidente venezuelano. A atriz relatou que Sean Penn a reconheceu e disse: "Ah, é você (...) Não quero falar com você, você fala mal de mim".
"Não, eu apenas digo a verdade. Que você é amigo de Chávez e diz que ele é um bom homem e isto é mentira. Como pode fazer isto?", rebateu a atriz. Penn acusou então o irmão da atriz de ter participado no golpe de Estado que afastou por alguns dias Chávez do poder em 2002, "o que é falso", segundo Alonso.
"O tom começou a subir", completou a atriz, que acusou então Penn de apoiar também o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad, coisa que ele - seempre de acordo com Alonso - negou com veemência. "Você é uma porca", disse o ator. "E você é um comunista, Sean Penn!", respondeu ela.
"Da segunda vez que o chamei de comunista, disse 'você é um comunista imbecil'", narrou a atriz. "Minha mãe estava tão feliz que queria aplaudir." Mas na entrevista, a atriz latina pediu desculpas por ter ofendido Penn de maneira tão violenta. "Mas não me desculpo por tê-lo chamado de comunista, porque isto é o que ele é."
Na carta aberta de março de 2010, a atriz e cantora lamenta que Penn "tenha decidido ignorar os fatos" ao mostrar apoio ao "regime" de Hugo Chávez. "Por ter nascido em Cuba, onde não existe a liberdade de expressão, me surpreende observar como a Venezuela, onde cresci felizmente, está se transformando rapidamente no espelho de Cuba", escreveu Alonso na carta.