Arte & Agenda

Marcelo Alvim estará no elenco de “Ben-Hur”

Artista sonha em ser conhecido e em fazer trabalhos que toquem as pessoas e, de alguma forma, transformem positivamente a sociedade

Marcelo Alvim: "Esta estreia na TV com ‘Ben-Hur’ tem um sabor especial para mim. É um território novo"
Marcelo Alvim: "Esta estreia na TV com ‘Ben-Hur’ tem um sabor especial para mim. É um território novo" Foto : Nathan Quinhões / Divulgação / CP

Marcelo Alvim está festejando 15 anos de carreira com muitas novidades. O artista é um dos protagonistas da nova temporada do musical “Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de uma Paixão”, que retrata a trajetória de Assis Chateaubriand e o impacto dos Diários Associados na história da comunicação brasileira. O espetáculo estreou no dia 9 de abril, no Claro Mais, no Rio de Janeiro. Já em 9 de maio, ele retoma “Cartas para Gonzaguinha”, no Teatro João Caetano. A produção, que já foi vista por mais de 18 mil pessoas, está rodando o país desde 2019.

Ainda este ano, Alvim, que nasceu em Niterói (RJ), fará sua estreia na TV. Ele estará no elenco da superprodução "Ben-Hur", com estreia prevista para setembro na Record. Formado pela Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna, é bacharel em Teatro pela Faculdade CAL de Artes Cênicas e licenciado em Artes Visuais pelo Centro Universitário da Escola Técnica Everardo Passos. Em seu currículo constam trabalhos nos musicais “Rent” e “O Beijo no Asfalto”.

Alvim ainda idealizou o projeto Commedia D’Inclusão – Aulas Inclusivas sobre Commedia dell’arte, da Secretaria Municipal da Cultura e da Fundação de Arte de Niterói. Em 2022, passou a integrar o núcleo de teatro musical da CAL, como professor e diretor assistente em duas montagens. E, desde 2023, trabalha como professor de teatro e diretor cênico do Aprendiz Musical, um dos maiores programas de formação artística do país, presente em 100% das escolas municipais de Niterói e responsável por atender gratuitamente cerca de 10 mil crianças e jovens, promovendo formação musical, desenvolvimento social e experiências cênicas integradas.

Como avalias estes 15 anos de carreira? E o que esperas para os próximos 15 anos?

Me sinto muito realizado como ator. Tenho um grande carinho pela minha trajetória e pelos trabalhos que construí no teatro, ao longo desses 15 anos. Sou muito “nerd”, gosto de estudar, me aprofundar e estou sempre buscando isso. Espero continuar nesse caminho: me desafiando e explorando novas possibilidades. Meu maior objetivo é seguir em movimento, crescendo como artista e como pessoa.

Te arrependes de algo? Farias algo diferente?

Não me arrependo de nada. É difícil pensar no que faria diferente no passado pensando com a maturidade de hoje. Mas se isso fosse possível, talvez daria ainda mais ouvidos à minha intuição.

Mesmo com uma carreira sólida, somente neste ano vais estrear na TV, na superprodução "Ben-Hur", da Record. O que podes contar sobre esse trabalho? E qual a expectativa para esta estreia?

Esta estreia na TV com “Ben-Hur” tem um sabor muito especial para mim. É um território novo, com outras dinâmicas de atuação e outro ritmo de trabalho. Isso me instiga muito como artista. Minha vontade de me aprofundar nesse universo aumenta ainda mais.

Estás protagonizando uma nova temporada do musical “Chatô”, no Rio de Janeiro. Como é estrelar um projeto teatral tão grandioso?

É incrível! É o sonho de qualquer pessoa que é fã de teatro musical. E, para mim, fica ainda mais especial por se tratar de um espetáculo totalmente brasileiro e original.

E como é a tua preparação para esta maratona que é cantar, atuar e dançar em todas as sessões?

Meus amigos dizem que, toda vez que entro em cartaz, dou uma desaparecida da vida social. Costumam afirmar que, para me ver, só indo ao teatro mesmo. E é um pouco verdade. Eu costumo ter um cuidado grande com a minha saúde, principalmente com a voz.

Como avalias o crescimento do mercado de musicais para os artistas? Os espaços aumentaram, mas as exigências também?

Sim para os dois. Hoje, a gente precisa estar muito mais preparado para o mercado. A concorrência é fortíssima, e acredito que, a cada geração, os atores vêm ainda mais completos tecnicamente, tanto no canto quanto na dança e na atuação.

Em breve também no Rio, vais retomar o musical “Cartas para Gonzaguinha”, que já encenas há anos. Como é fazer o mesmo personagem (e projeto) por tanto tempo?

É muito especial, porque nunca é exatamente o mesmo trabalho. Eu mudo, o olhar muda, e o personagem vai mudando junto. Quando comecei, ainda estava dando meus primeiros passos no teatro musical, e hoje já tenho outra bagagem. Então cada temporada acaba sendo um reencontro, mas sempre com ar de novidade.

Como Marcelo Alvim se descobriu artista? És muito auto-crítico?

Me descobri no desenho. A primeira coisa que quis ser na vida foi cartunista. Desenho até hoje, mas mais como um hobby. Sempre fui muito autocrítico! E isso foi algo que eu só aprendi a relaxar no teatro mesmo. Ainda bem! Ufa.

Em paralelo, és professor de teatro na rede pública de ensino da cidade de Niterói, no Rio. Como percebes a arte impactando a vida dos jovens? E como é fazer parte disso?

Eu me emociono toda vez que falo sobre isso. Meu plano nunca foi ser professor de teatro, foi algo que foi acontecendo. E hoje já faz parte da minha identidade. É surreal ver como o teatro impacta a vida dos jovens. Eu os vejo criando ferramentas para a vida. Ter acesso à cultura precisa ser um direito de todos.

Quais teus sonhos profissionais?

Ser reconhecido como artista e poder fazer trabalhos que toquem as pessoas, que acrescentem e que, de alguma forma, transformem positivamente a sociedade. Para mim, esse é o melhor dos dois mundos.

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