Arte & Agenda

Marcelo Serrado encena "Não Existe Mulher Difícil"

Espetáculos ocorrem neste final de semana em Porto Alegre e Novo Hamburgo

Marcelo Serrado é traído em monólogo
Marcelo Serrado é traído em monólogo Foto : Rosângela Ribeiro / Divulgação / CP
Atrações locais e do centro do País são opções nos palcos, em diversas linguagens, como 'Não Existe Mulher Difícil', com Marcelo Serrado, no Teatro do Bourbon Country (Túlio de Rose, 80), em Porto Alegre, nesta sexta e sábado, às 21h, e neste domingo, no Teatro da Feevale, em Novo Hamburgo. Inspirada no livro homônimo de André Aguiar Marques, adaptado por Lúcio Mauro Filho, tem direção de Otávio Müller e fala de um pianista que acaba de ser traído. De tão arrasado, não consegue fazer o show e passa a contar a história de seus amores.

De forma engraçada e até estereotipada, a peça retrata o que um homem faz após a separação, especialmente os que ficaram casados por muito tempo, que deparam com uma nova realidade ao voltarem para o universo dos solteiros. 'Existe mulher difícil, aponta a trama, só que elas estão em extinção. O nome do livro brinca com um dito popular antigo, que tem muitas variações: não existe mulher difícil, e sim homem que bebeu pouco, entre outras', fala o autor. Ele diz que a história serve para homens e mulheres: 'Para elas não caírem nos golpinhos dos homens, e para eles se atualizarem e cantarem melhor as mulheres'.

No Teatro Renascença (Erico Verissimo, 307), em Porto Alegre, a Cia. Stravaganza se despede com a montagem 'Estremeço', seu último trabalho, sexta, sábado e domingo, às 21h. Inédito no Brasil, o texto de Joël Pommerat questiona a sociedade contemporânea, do culto à imagem e componentes banalizados do cotidiano. A trilha sonora é assinada por Nico Nicolaiewsky. No Teatro de Arena (altos do viaduto da Borges de Medeiros, 835), a mais recente produção de Júlio Conte, 'Beckett & Bion - o Gêmeo Imaginário', faz últimas apresentações nesta sexta e sábado, 21h, e domingo, a partir das 20h. Beckett, o consagrado dramaturgo, entra em depressão após a morte de seu pai e começa um tratamento psiquiátrico com o jovem Wilfred Bion. A relação entre os dois, que após o término da análise nunca mais se falaram, é o foco da montagem, com seis atores no elenco, incluindo Pingo Alabarse, Gabriel Ditelles e Catharina Conte.

Já na Casa de Teatro (Garibaldi, 832), o realizador Zé Adão Barbosa está sozinho no palco na montagem 'Coração Randevú', em que canta e dança, sob a direção de Patrícia Fagundes, que segue de sextas a domingos, a partir das 21h. O espetáculo celebra os 30 anos de trajetória artística do ator e diretor, reunindo suas memórias e também uma das obras mais conhecidas do poeta português Fernando Pessoa: 'Passagem das Horas', que foi o tema central de uma montagem homônima interpretada por ele em 1996.

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