Obras relevantes da produção de gravuras no México no século XX, relativas ao período de 1020 a 1980, ganham exposição no Margs, com abertura para o público, a partir das 10h de hoje. "Expressões Gráficas" marcará o início das comemorações do bicentenário da independência do México e os 100 anos da Revolução Mexicana.
Com curadoria de Llúvia Sepúlveda, a exposição é composta de 43 obras de artistas representativos das principais correntes que se desenvolveram no período em torno das diversas técnicas de gravura de estampa. Muitos deles envolveram-se com os processos sociais que culminaram na Revolução, cujo protagonista emblemático foi José Guadalupe Posada.
São trabalhos de mestres do expressionismo mexicano, como Gabriel Macotela, Miguel Castro Leñero e Juan Sebastian Barberá, e nomes consagrados como os irmãos Pedro e Rafael Coronel, Alberto Gironella, Gilberto Aceves Navarro e José Luís Cuevas. Além da coleção do acervo do Museo Nacional de la Estampa (Munae), também serão apresentadas produções de artistas radicados no país, trabalhos que revelam tendências estéticas diferentes da Escola Mexicana e precursores da arte abstrata, do surrealismo e da abstração geométrica.
Para estabelecer um diálogo com as obras do México, integrarão a mostra algumas obras de gravadores gaúchos que originaram o Grupo de Bagé sob forte influência da Escola Mexicana, como Danúbio Gonçalves, Carlos Scliar, Glauco Rodrigues e Glênio Bianchetti. Eles buscaram na experiência mexicana a inspiração para a produção da "gravura política". Até dia 17 de janeiro.
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"Expressões Gráficas" marca início das comemorações do bicentenário da independência do país