Arte & Agenda

Margs promove live com pesquisador Felipe Caldas sobre a “Geração 80”

Evento integra a programação da mostra “Lia Menna Barreto: a boneca sou eu — Trabalhos 1985-2021”

Mostra "Lia Menna Barreto: A boneca sou eu — Trabalhos 1985-2021” traz a público objetos, esculturas, sedas, instalações, pinturas e desenhos, além de documentos e registros visuais que complementam e ampliam a experiência.
Mostra "Lia Menna Barreto: A boneca sou eu — Trabalhos 1985-2021” traz a público objetos, esculturas, sedas, instalações, pinturas e desenhos, além de documentos e registros visuais que complementam e ampliam a experiência. Foto : José Eckert

O Museu de Arte do RS (Margs) apresenta hoje, às 19h, uma live com o artista, professor e pesquisador Felipe Caldas, com mediação do diretor-curador da instituição, Francisco Dalcol. Com o tema “Geração 80: a gente não quer só dinheiro”, a fala integra o Programa Público da exposição “Lia Menna Barreto: A boneca sou eu — Trabalhos 1985-2021”, atualmente em exibição no museu, e será transmitida pelo canal do Margs no YouTube, com tradução simultânea em Libras.

Os anos 1980 foram marcados por um conjunto de mudanças em diversos planos da vida, econômicos, sociais e culturais. Passamos a falar do retorno da pintura, da pós-modernidade, do neoliberalismo, dos mercados da arte, e do fim da história da arte. Nesse contexto, emerge uma geração de artistas no Brasil, denominada “Geração 80”, no embalo da abertura política e das "Diretas Já", fomentada pelo desejo de redemocratização e pela necessidade de gozo da vida, embalados pelo rock nacional e internacional. 
Felipe Caldas discorrerá sobre este tema a partir do contexto de Porto Alegre e suas questões, focando na estruturação do campo naquele momento. Lia Menna Barreto (1959) é uma das mais notáveis artistas entre a chamada Geração 80 no Rio Grande do Sul, e desde os anos 1990 nome destacado e com ampla inserção no circuito de arte contemporânea brasileira e mesmo internacional.

A exposição “Lia Menna Barreto: A boneca sou eu — Trabalhos 1985-2021”  apresenta dezenas de obras, que totalizam centenas de peças em exibição, traçando um panorama da trajetória de mais de 30 anos de uma produção pautada pela liberdade de trânsito e contaminações entre múltiplas linguagens e materiais, na intersecção entre arte, vida e cotidiano. Com curadoria de Francisco Dalcol, diretor-curador do Margs e Fernanda Medeiros, curadora-assistente, esta é a maior mostra já realizada da artista e a primeira a reunir um conjunto de obras tão extenso e abrangente de sua carreira. A ampla exposição, em exibição até 08.08.2021, ocupa todos os espaços expositivos do 1º andar do MARGS: as 3 galerias das Pinacotecas, as Salas Negras e a Sala Aldo Locatelli, além do foyer à entrada do Museu.

Felipe Caldas
Porto Alegre, 1986.  Artista, pesquisador e professor. Doutor em Artes Visuais pelo PPGAV-Ufrgs com ênfase em História, Teoria e Crítica da Arte. Professor adjunto no Instituto de Letras e Artes da FURG. Se dedica em âmbito acadêmico a estudar as relações mercadológicas e de trabalho no campo da arte brasileira. Publicou, em 2014, o livro "Arte&Fato 30 anos" e, em 2021, "Vende-se Artista". Atualmente integra o Comitê de Acervo e Curadoria do Museu de Arte Contemporânea do RS (MAC-RS), é membro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP) e desenvolve a pesquisa "Topografia das Sombras: A Economia da Arte em Circuitos Periféricos".

A artista e sua produção
Lia Menna Barreto (1959) é uma das mais notáveis artistas entre a chamada Geração 80 no Rio Grande do Sul, tendo se tornado já desde os anos 1990 nome destacado e com ampla inserção no circuito de arte contemporânea brasileira e mesmo internacional. Nascida no Rio de Janeiro e crescida em Porto Alegre, a artista vive radicada já há alguns anos em seu sítio-chácara em Eldorado do Sul (RS), onde mantém em realização suas atividades e produção artísticas.

Seu trabalho ganhou reconhecimento e projeção nacional com esculturas, objetos e instalações em que desconstrói e reconstrói brinquedos infantis, bonecas de plástico, bichos de pelúcia e animais de borracha, a maior parte deles encontrados após paciente coleta em lojas populares no Centro de Porto Alegre, ao longo dos últimos 30 anos. A operação básica e elementar da produção de Lia é se apropriar desses objetos cotidianos, seriais e industrializados, intervindo neles a partir de procedimentos nos quais os corta, secciona, desmonta e prensa a quente, seguindo-se a reconstrução do todo a partir da remontagem de suas partes.

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