Quem teve o Parque Farroupilha (ou mais tradicionalmente, a Redenção) como jardim de casa na infância não poderia eleger outro lugar da Capital como favorito. O parque faz parte da vida da desembargadora aposentada Maria Berenice Dias. Nascida em Santiago, ela chegou à Capital aos 6 anos, indo morar com a família na avenida João Pessoa, próximo à Redenção. Foi paixão à primeira vista.
Maria Berenice estudou no Instituto de Educação Flores da Cunha e depois cursou Direito na UFRGS, saindo dali para se tornar a primeira magistrada do RS. Após dez anos trabalhando em comarcas do Interior, retornou à Capital, escolhendo o entorno da Redenção para morar. “Nunca imaginei não morar perto desse parque. Ele faz parte da minha infância. A Redenção é o verdadeiro cartão postal de Porto Alegre”, se declara.
Diariamente, antes de começar o dia movimentado de trabalho no escritório onde agora atua, a desembargadora caminha pelo parque. Em cada ponto, uma lembrança, como os piqueniques com os três filhos e as visitas ao vulcão no Recanto Oriental, que, quando criança, lhe “parecia bem maior”.
A Redenção já se chamou Potreiro da Várzea ou Campos da Várzea do Portão (1807), Campos do Bom Fim (1867), Campos da Redenção (1884) e, finalmente, Parque Farroupilha (1935). Os recantos Jardim Alpino, Jardim Europeu e Jardim Oriental foram implantados em 1941. Em 1978, foi criado o Brique da Redenção. Parque de diversões, pedalinho, Mercado do Bom Fim, Feira Ecológica, minizoo, orquidário, Espelho D’Água, Monumento do Expedicionário, Auditório Araújo Viana, mais 38 monumentos e 8,5 mil árvores completam a arquitetura do parque que é, de certa forma, um grande jardim dos porto-alegrenses.
Maria Berenice Dias apresenta seu local preferido em Porto Alegre
Desembargadora aposentada aprecia o Parque Farroupilha