Com um rock irreverente e multigênero, a Maria do Relento está na estrada há 32 anos e considera o Opinião a sua casa e responsável pela ascensão da banda em 1994, quando eles abriram o show dos Raimundos. O grupo, que levou o rock gaúcho à MTV e contribuiu para que o cenário local se tornasse popular no País, apresenta a turnê “32 Giros”, que celebra estes 32 anos. O show terá sucessos como “Conhece o Mário?”, “Ritmo de Festa” “Meio Devagar”, “É Fácil Dizer Adeus” e “O Vagabundo”, além de singles pós-pandemia como “Amor Crazy” e “Só uma Canção”, uma releitura de um clássico dos bailões pelo interior do RS. Os ingressos estão na plataforma Sympla. Formada por Peppe Joe (voz), Kako Kanidia (baixo), Jazzner Mess (bateria) e Felipe Chagas (guitarra/vocais), a Maria do Relento entrará no palco às 22h, pois às 21h, tem o show de abertura com a banda catarinense Esquadrão Marte.
Formada em 1994, a Maria do Relento surgiu a partir do fim da banda Qual? e já emplacou quatro músicas na extinta Ipanema FM. Escolhida pelo produtor Carlos Eduardo Miranda para integrar o selo Excelente Discos, a Maria do Relento teve o álbum homônimo de estreia lançado pela Polygram em 1995. O grupo tem seis discos e de 2021 para cá tem lançado singles e videoclipes. A irreverência, o humor ácido e preciso e o fato de não respeitar só um gênero musical fazem da banda uma das mais criativas do RS. Sobre o humor, o vocalista Peppe Joe diz: “Esta coisa de 5ª série sempre existiu, nos formadores da banda. E as influências lá no início eram o humor de Os Trapalhões, Chico Anísio, Jerry Lewis, Peter Sellers, Silvio Santos, que acabamos trazendo para as músicas”.
Sobre os gêneros nas músicas da banda, o baterista Jazzner Mess diz que não tem como rotular a banda. “Nós temos hardcore, country, pop, rock"n"roll, rockabilly, ska, punk. Não tínhamos um direcionamento musical. Eu e o Kako já tínhamos esta coisa de banda engraçada, de banda esquisita, meio sem noção, mas criamos uma relação muito forte com o público.
Dos músicos da banda, o mais recente é o guitarrista Felipe Chagas, que se incorporou a banda há uns quatro anos. “Eu conheci a banda lá por 2005, em uma coletânea que tinha "Conhece o Mário? O meu irmão mais velho gostava deste tipo de som. Eu era mais de Ramones, de Boogie Rock, de punk rock. Aí um dia a banda precisava de uma guitarrista solo e o Pacote, que é produtor musical disse a eles que eu tocava tudo: batera, guitarra, canta. Aí os guris se interessaram e fechou todas.”
Sobre o Opinião, Peppe lembra que foi ali que tudo começou para a banda. O meu irmão Nino, que era da banda, gostava muito de Raimundos, pegou uma venda grande que ele fez na empresa de refrigeração, de balcões e frigoríficos e bancou o cachê dos Raimundos, que teria abertura da Maria. Estávamos ensaiando coisas, mas não tínhamos feito shows. O primeiro show do Raimundos fora de Brasília foi a gente que fez. Foi a primeira vez que pisei em um palco. Depois, os caras dos Raimundos que passaram a nossa fita para o Miranda e a história do primeiro disco começou assim”, finaliza o vocalista Peppe.