Arte & Agenda

Maternidade e luto são temas de "A Natureza das Coisas Invisíveis", exibido no Festival de Cinema de Gramado

O filme dirigido por Rafaela Camelo e protagonizado por Camila Márdila foi exibido na noite de terça-feira na mostra competitiva de longas brasileiros

Equipe do filme "A Natureza das Coisas Invisíveis", de Rafaela Camelo, no tapete vermelho na terça-feira (19/08) à noite
Equipe do filme "A Natureza das Coisas Invisíveis", de Rafaela Camelo, no tapete vermelho na terça-feira (19/08) à noite Foto : Cleiton Thiele / Ag.Pressphoto / Divulgação / CP

O filme "A Natureza das Coisas Invisíveis", de Rafaela Camelo, foi exibido na noite de terça-feira, dia 19, na mostra competitiva de longas brasileiros do Festival de Cinema de Gramado. A narrativa aborda o encontro de duas mães e suas filhas.

Glória (Laura Brandão) tem 10 anos e passa as férias no hospital onde sua mãe (Larissa Mauro) trabalha como enfermeira. Lá ela conhece Sofia (Serena), uma menina que está convencida de que a piora na saúde da bisavó é causada pela internação no hospital. Unidas pelo desejo de sair dali, as crianças encontram conforto na companhia uma da outra. Quando a partida se torna inevitável, as meninas e suas mães seguem para um refúgio no interior do Goiás para passar os últimos dias do verão.

Camila Márdila, que atuou como filha em "Que Horas Ela Volta", está agora, dez anos depois, atua como mãe.

O longa-metragem foi rodado em Brasília e a parte rural do filme em Sobradinho de Melos. As duas mães acabam se encontrando no hospital e dando apoio a outra, enquanto suas filhas se tornam amigas. O ritmo da edição é lento, e a diretora, que também trabalhou na montagem, explica que quis o filme assim.

"Eu não queria um filme ágil", disse a cineasta. Seu objetivo era mostrar o ritmo cotidiano, íntimo, em que a vida vai rolando e de repente acontece alguma coisa que desmonta a rotina. "Hoje se tem dificuldade de prestar atenção nas pequenas coisas", observa Rafaela, que apresenta seu primeiro longa.

Ao longo da trama, personagens se deparam com a morte e o luto. O velório se dá na parte rural e destaca o trabalho de mulheres que se dedicam a cuidarem umas das outras.

Camila Márdila comenta uma característica que trabalhou em sua personagem como mãe: a culpa. "A culpa é algo muito pungente nas mães", disse a atriz, especialmente nas mães solo, que têm menos tempo para ficar com os filhos. A atriz também elogiou a condução da Camila na direção: "Tenho prazer em trabalhar com diretores que acreditam no silêncio", revelou, salientando que não é porque uma cena não tem diálogos que não está transmitindo uma mensagem.

Da seleção deste ano, este foi o filme mais delicado e filosófico exibido na categoria até o momento.

Veja Também

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta desta segunda-feira, dia 15 de junho de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio