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Matthew McConaughey retorna ao cinema com “The Rivals of Amziah King"

O ator ficou mais de cinco anos afastado das telonas

Matthew McConaughey se afastou dos sets por decisão pessoal e para escrever seu livro, "Sinal Verde"
Matthew McConaughey se afastou dos sets por decisão pessoal e para escrever seu livro, "Sinal Verde" Foto : SUZANNE CORDEIRO / AFP

Matthew McConaughey tem razões de sobra para explicar por que escolheu "The Rivals of Amziah King", ambientado no sudoeste dos Estados Unidos, para voltar às telonas depois de mais de cinco anos afastado.

"A alegria, a alma, o humor, a música, a poesia, a originalidade do seu momento, lugar e espaço", disse à AFP o ator americano casado com a modelo e designer brasileira Camila Alves.

"The Rivals of Amziah King" acompanha o personagem que dá título ao filme, um carismático produtor local de mel (interpretado por McConaughey) que divide o tempo entre cuidar de suas colmeias e tocar banjo em uma banda de folk formada por amigos e vizinhos. Dirigido e escrito por Andrew Patterson e distribuído pela Black Bear, o filme indie estreia nesta sexta-feira, dia 14, nos Estados Unidos.

"Amziah é um cara que, lá no fundo, realmente dá às pessoas um senso de pertencimento (...). Não fiz por esse motivo, mas em retrospecto penso que é algo bonito de lançar no mundo e compartilhar com as pessoas", comentou o texano de 56 anos.

McConaughey se afastou dos sets por decisão pessoal e para escrever suas memórias, "Sinal Verde" (Greenlights), após estrelar "Magnatas do Crime", de Guy Ritchie, em 2019. "The Rivals of Amziah King" marcou seu retorno, embora sua estreia aconteça um ano depois de "O Ônibus Perdido", de Paul Greengrass, filmado posteriormente.

Na produção que se alimenta de gêneros como policial, comédia, musical e drama, a vida de King ganha um novo propósito quando ele reencontra Kateri (Angelina LookingGlass), jovem que acolheu anos atrás junto de sua falecida esposa.

Com lições de vida aprendidas entre as abelhas, jantares comunitários e música, King não apenas a insere pouco a pouco na comunidade, como também lhe cede seu papel de líder. Logo a jovem, de raízes indígenas, vai aprender que o mundo do mel não é tão doce quanto parece.

"Muita gente a subestimaria ao olhar para ela. Não esperariam as coisas que ela faz neste filme, e espero que as pessoas se identifiquem com isso, com ela, com o fato de ser essa mulher indígena realmente forte, essa pessoa que passa meio despercebida, mas que no fim das contas é de tomar armas", diz a atriz estreante de 22 anos.

Essa era a intenção de Andrew Patterson, que desenvolveu o projeto após sua aplaudida obra de estreia, "A Vastidão da Noite" (2019). Às vésperas da estreia nos cinemas, o diretor emergente diz sentir-se "agradecido" por poder produzir filmes originais e, de quebra, "honrado por trazer Matthew de volta ao cinema".

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