Extrovertida e risonha, Sandra Bullock comentou sobre o sentimento de solidão e as exigências físicas da personagem, uma cientista que vive momentos de tensão em meio aos problemas ocorridos em sua estação espacial, a 600 quilômetros acima da Terra. "Me senti como um integrante do Circo de Soleil", brincou, fazendo alusão a famosa trupe de ginastas e artistas canadenses. "Também fiquei muito impressionada com o som da sala e a intensidade na projeção", resumiu eufórica.
O filme, que coloca o espectador num passeio em 3D pelo espaço sideral, acompanhado de George Clooney e de Sandra Bullock (ela muito mais tempo do que ele), agradou público e crítica. Esta visão foi revelada nas considerações e questionamentos apresentados pela imprensa internacional prostrada frente a simpatia e a eloquência da atriz, e a seriedade e competência fílmica de Cuarón. "A localização exata dos atores foi fundamental, respondendo a planejamento e a cálculos exaustivos", revelou o mexicano ao ser questionado sobre os desafios da produção.
E a sensação não foi somente dela. Desde o início, o som criado por Steven Price (já conhecido por seus trabalhos sonoros em "O Senhor dos Anéis") impressiona e cativa, como parte fundamental do encantamento cinematográfico. "Trata-se de um talentoso compositor inglês que conseguiu dar a exata energia que eu queria ao filme", disse Cuarón, que revelou ter visto vários documentários sobre o espaço, prestando também atenção ao silêncio e a sonoridade que compunham as realizações.
George Clooney, a outra peça importante no quebra-cabeça tecnológico e humano da trama, não esteve presente nas exibicções do filme em Toronto por estar gravando seu próximo trabalho intitulado "Tomorrowland", em Vancouver, no outro lado do Canadá.