A segunda exposição do projeto “Memorial das Águas – Solidariedade e Reconstrução” tem como tema a “Resiliência”. A mostra tem abertura neste sábado, 9 de agosto, a partir das 15h, na Praça da Alfândega. Localizada no coração de Porto Alegre e palco da histórica enchente de 1941, superada pela tragédia de maio de 2024, a iniciativa reacende o olhar coletivo sobre a dor, a empatia e a força de reconstrução. A visitação segue diariamente, ao longo de 24h, até o dia 11 de setembro.
A primeira mostra, “Voluntariado”, foi prestigiada por mais de 40 mil pessoas, superando as expectativas e confirmando a necessidade de dar visibilidade a histórias que não podem ser esquecidas. Agora, 27 fotógrafos com seus olhares sensíveis expõem 80 imagens que trazem não apenas a dor e a destruição, mas a força coletiva que emergiu do desastre. Os responsáveis por estes registros são Anelise Ferreira, Ário Gonçalves, Beto Martinez, Camila Mendes, Cláudia Brandão, Claus Canddie, Douglas Fischer, Felipe Campal, Gabriel Vieira, Gustavo Vara, Isabelle Rieger, Jane Cassol, Jorge Lansarin, José R. Costa, Jussara Moreira, Kathy Esposito, Leandro Abreu, Marco Resende, Margaret Abreu, Nádia Santos, Nina Pulita, Paulo Guerra, Paulo Rossi, Rafael Rosa, Rogério Soares, Rosana Duzzo e Sílvia Pozza.
Surgido da urgência de transformar o luto em legado, o “Memorial das Águas” é composto por cinco exposições - três em Porto Alegre e duas em Pelotas - de julho a dezembro de 2025, em locais que ficaram submersos. De autoria de profissionais e amadores selecionados por convocatória pública, registram os impactos da enchente, os resgates, a força do voluntariado e os movimentos de reconstrução afetiva e social nas comunidades atingidas. A terceira e última exposição na Capital será de 13 de setembro a 9 de outubro, com o título “Conscientização”. Em Pelotas, o Largo do Mercado sediará a coletiva “Gratidão”, de 25 de outubro a 20 novembro e “Retomada”, de 22 novembro a 20 dezembro.
Conhecido pelos projetos curatoriais a céu aberto com forte impacto social e estético, o idealizador e coordenador Marcos Monteiro propôs um modelo de exposição pública integrada à vida urbana. A ação ganhou força com a articulação do produtor Edison Nunes, o apoio do Clube Arte para Todos e viabilização através da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura (MinC). A promoção é da Galeria Escadaria. Interessados em participar das próximas mostras podem se inscrever mediante preenchimento do formulário encontrado no site.