Arte & Agenda

Memorial Erico Veríssimo é inaugurado em Porto Alegre

Mostra com obras originais do escritor gaúcho podem ser conferidas no terceiro andar do Centro Cultural

Memorial dedicado ao escritor Erico Veríssimo foi inaugurado ontem, na Capital
Memorial dedicado ao escritor Erico Veríssimo foi inaugurado ontem, na Capital Foto : Leonid Streliaev / Divulgação / CP
Um memorial dedicado à vida e à obra do escritor gaúcho Erico Verissimo foi inaugurado nessa segunda-feira no centro cultural que leva seu nome. Entre os presentes na cerimônia, no auditório do espaço, estavam o seu filho, o também escritor Luis Fernando Verissimo; o secretário estadual da Cultura, Luiz Antônio de Assis Brasil, representando o governador Tarso Genro; o presidente do Grupo CEEE, Sérgio Souza Dias; a diretora do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, Regina Ungaretti; e do presidente da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter.

O Memorial reúne os acervos de dois amigos do escritor: o jornalista e bibliógrafo, Mário de Almeida Lima, e o doutor em Letras, Flávio Loureiro Chaves, este último tinha convivência muito próxima e foi quem organizou o segundo volume de memórias de Erico, “Solo de Clarineta”, deixado inacabado por ocasião de sua morte súbita, em 28 de novembro de 1975. Nas palavras de Chaves, o local se torna “um centro de excelência sobre a obra do escritor gaúcho”. Na cerimônia, a diretora do CCCEV, Regina Ungaretti, afirmou que, com a criação do Memorial, o Centro Cultural cumpre sua missão de preservar a memória do escritor. “Criar este espaço é atender ao anseio social de guardar e difundir a memória do Contador de Histórias interessado nas pessoas e nos problemas humanos que, a partir de sua experiência e legado, nos proporciona hoje, mesmo após mais de 30 anos de ausência, atualidade no seu olhar sobre a vida e sobre o homem”, comentou. Ela ressaltou ainda que o projeto tem o objetivo de reunir amigos e incentivar novos leitores, tornando-se também um ponto de encontro para leitores e amigos do autor.

No terceiro andar do Centro Cultural (Rua dos Andradas, 1223), já a partir desta terça-feira, os visitantes terão a oportunidade de conhecer originais de obras como “Fantoches”; o segundo livro da trilogia “O Tempo e O Vento”, publicado em 1951; além do espaço Nanquinote, dedicado às crianças. Manuscritos, apontamentos e os muitos desenhos que Erico fazia para delinear suas histórias também fazem parte da mostra.

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