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Metal de primeira com Blaze Bayley no Beco

Ex-vocalista do Iron Maiden cantou 18 músicas durante 1h50min e mexeu com o público da Capital

Ex-vocalista do Iron Maiden pediu um forte aplauso para banda
Ex-vocalista do Iron Maiden pediu um forte aplauso para banda Foto : Bruno Alencastro
A noite de domingo no Beco, em Porto Alegre, encerrou com um show de heavy metal de primeira qualidade com Blaze Bayley e sua banda no penúltimo show da turnê “Promise and Terror” pelo Brasil. Foram 18 músicas durante 1h50min em apresentação que terminou no início da madrugada desta segunda. Ele toca agora na quarta, 26, no John Bull Pub, em Curitiba e depois ruma para Argentina e Chile.

O ex-vocalista do Iron Maiden soltou a sua voz e regeu o público gaúcho a soltar os braços e a garganta para acompanhar as pérolas do seu metal. Após a abertura da banda Liberty, Blaze subiu ao palco às 22h48min deste domingo diante da histeria do público que quase lotou o Beco para ver o seu ídolo. A música a abrir o show foi “Blackmailer”, seguida de “Smile Back to Death” e “Faceless”.

Após agradecer a acolhida inicial do público, Blaze falou da próxima música e recomendou às pessoas para viver sua vida no agora, “nesta noite”. Assim partiu para mais um set pesado e empolgante com “Waiting for my Life to Begin”, “City of Bones” e “Voices From the Past”. A música mais longa (cerca de 15 minutos) foi a quase progressiva e dramática “Surrounded by Sadness”, na qual ele bate no peito mostrando tristeza e segura um coração imaginário na mão direita.

O primeiro momento de maior empolgação de Blaze e também do público foi quando ele tocou a primeira do Iron Maiden: “Futureal”. O vocalista não se conteve e subiu numa das caixas de som para reger os fãs. Após tocar músicas velozes e pesadas, como “The Launch” e “Blood and Belief”, ele novamente repetiu o ritual de dizer que “esta é a nossa noite, juntos vocês e nós somos livres, viva sua vida agora e seja livre” e novamente outro clássico do Iron quando ele era o vocalista: “The Clansman”.

Assim, o show foi se encaminhando para o final. Após a execução de “The Brave”, Blaze agradeceu ao público por permitir que este sonho seja possível, se referindo ao trabalho mais independente que fazem, que não tem grandes gravadoras por trás. “Quando estivermos olhando as estrelas na Europa, vamos lembra de Porto Alegre e desta noite”, disse. Depois de “Watching the Night Sky”, “Madness and Sorrow”, veio a pauleira de “The Man Would Not Die”, seguida de “Samurai”, a penúltima da noite.

Antes de encerrar o show com a terceira Iron Maiden da noite: “Man on the Edge”, Blaze pediu um forte aplauso para banda formada por David Bermudez (baixo), Nico Bermudez (guitarra), Jay Walsh (guitarra) e Claudio Tirincanti (bateria) e depois disse que não ia para o camarim ao final do show, iria retribuir o carinho dos fãs, autografando CDs, encartes, faixas, bandeiras, camisetas o que fosse. E assim foi o fim de uma noite de proximidade do ídolo com seus fãs. 


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