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“Meu sonho é viver exclusivamente de arte”, diz o ator André Lima

Ator de 35 anos, com larga experiência no teatro, começou na TV em 2021, na série “Reis” e vive atualmente o papel de Eleazar na série “Paulo, o Apóstolo”

O ator carioca André Lima está em “Paulo, o Apóstolo”, na Record TV. Na produção, ele interpreta Eleazar, filho do sumo sacerdote Ananias
O ator carioca André Lima está em “Paulo, o Apóstolo”, na Record TV. Na produção, ele interpreta Eleazar, filho do sumo sacerdote Ananias Foto : Pri Nicheli / Divulgação / CP

O ator André Lima está em “Paulo, o Apóstolo”, na Record. Na produção, interpreta Eleazar, um jovem cuja inveja e ironia são evidentes em seu olhar malicioso e que está sempre ao lado do pai, o sumo sacerdote Ananias (Ricardo Duque), em suas intrigas e estratégias. Com 35 anos, o artista fez diversas peças infantis durante oito anos com uma companhia de teatro. No período, chegou a encenar quatro espetáculos diferentes em um único final de semana. Mas foi em 2021 que o carioca fez seu primeiro trabalho na TV, em “Reis”, na Record . Depois disso, esteve em outras duas temporadas da produção e, agora, retorna em “Paulo, o Apóstolo”.

Fora da ficção, ele é pai de dois meninos: Noah, de 5 anos, e Davi, de 9 anos. O artista está em uma carreira de ascensão e este marca um dos seus primeiros trabalhos na televisão. A obra ressoa com suas crenças e Lima define que tudo é feito com muito amor": "Como cristão, acredito que ninguém está ali por acaso".

Trabalhas como ator há 13 anos e, por oito anos, te dedicaste ao teatro infantil. Como foi trabalhar para crianças? O que aprendeste com elas?

Trabalhar com criança é maravilhoso. Tenho dois filhos e acho que isso acabou ajudando muito. Acredito que uma qualidade muito grande de um ator é saber escutar. Fazendo peça infantil, com improviso, a gente precisa de verdade escutar e estar atento. Sempre fazia questão de deixar a peça bem interativa.

Aliás, em que momento resolveste te dedicar às artes cênicas e levá-las como profissão?

Lembro muito bem. Fui criado no meio de oficina, tanto meu avô, quanto meu pai tiveram oficina e foram apaixonados por velocidade. E comigo não foi diferente. Lembro do filme de "Velozes e Furiosos" que assisti e ter ficado apaixonado pelo filme, desde então comecei a me interessar pelo trabalho de ator e pelo estilo de vida dos artistas.

Estás em “Paulo, o Apóstolo”, como Eleazar, um jovem invejoso e malicioso que ajuda o pai com suas artimanhas. Considera o personagem um vilão?

Vou retrucar essa pergunta agora (risos). Se você vivesse naquela época e aparecesse alguém dizendo que era o novo Messias, qual seria sua reação? Agora, se ele é vilão ou não, o público vai ter que assistir e tirar suas próprias conclusões.

Como te preparaste para fazer esse trabalho, interpretando um personagem de relevância nesta produção?

A principal preocupação que eu tive em fazer esse personagem era humanizá-lo, de modo a não torná-lo caricato. Estou nesse projeto desde outubro de 2024 e quem me ajudou a decifrar o personagem foi o preparador de elenco Leandro Baumgratz, que desde o início esteve comigo e me ajudou a entender a "cabeça” do Eleazar .

“Paulo, o Apóstolo” é o trabalho de maior importância em tua carreira até hoje?

Sem dúvida. Desde quando fiz o teste eu imaginei que o trabalho seria a visibilidade que eu estava precisando. Já fiz muitas participações em novelas, já fiz publicidades para marcas bem importantes... Tem muito vídeo meu viralizado na Internet, mas tenho certeza de que em "Paulo, o Apóstolo" foi o caminho para que pudesse mostrar o meu trabalho.

No teu currículo constam trabalhos em três temporadas de “Reis”, interpretando três personagens distintos. Como foi essa experiência de fazer várias temporadas de uma mesma produção?

“Reis” foi onde eu tive meus primeiros contatos com a televisão. Comecei fazendo um lutador. Depois fui soldado e, por último, governador. E, curiosamente, minha primeira cena na Record foi com o Caio Paduan, que inclusive hoje é meu parceiro de cena em "Paulo, o Apóstolo".

Como é fazer um trabalho de época? Por que acha que esse tipo de produção atrai o público?

A história de Paulo é linda demais, talvez uma das partes mais emocionantes da Bíblia. É uma oportunidade excelente de conhecê-la de uma forma mais interativa. São mais de 100 cenários que fazem o espectador imergir e viver essa história que a gente conta com tanto carinho e dedicação.

Como é tua relação com a fé?

Uma das partes que mais gosto nesse projeto é que eu sou cristão e isso traz todo combustível que é preciso nas cenas. Tenho certeza de que ninguém desse elenco e dessa produção participa dela por acaso.

Costumas assistir teus trabalhos? És muito autocrítico?

Sempre me assisto. E uso isso como uma forma de estudo e de aprimoramento para as próximas cenas.

Quais seus sonhos profissionais?

O meu grande sonho é viver exclusivamente de arte no Brasil, o que não é fácil. Os artistas sempre têm um plano "B". Venho de família humilde e se eu puder dar uma vida digna para ela com o meu trabalho já estarei realizado.

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