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Michael Douglas nega ter atribuído seu câncer ao sexo oral

Assessoria do astro afirma que entrevista a jornal inglês se referia a tumores em geral

Michael Douglas nega ter atribuído seu câncer ao sexo oral
Michael Douglas nega ter atribuído seu câncer ao sexo oral Foto : Loic Venance / AFP / CP
Um porta-voz de Michael Douglas negou, nesta segunda-feira, que o astro de Hollywood tenha atribuído seu câncer de garganta à prática de sexo oral. O jornal britânico The Guardian relatou que o próprio ator disse isso em entrevista, mas conforme sua assessoria ele apenas discutiu o vínculo entre câncer e sexo oral, entre outros fatores de risco, sem se referir a seu próprio caso.

"Ele certamente falou de sexo oral no artigo e o sexo oral é uma causa suspeita de alguns cânceres orais, como os médicos do artigo pontuaram. Mas ele não disse que foi a causa específica de seu câncer", frisou o porta-voz, Allen Burry.

Na entrevista, Douglas, que interpreta o pianista homossexual Liberace em "Behind The Candelabra", dirigido por Steven Soderbergh, afirmou que seu câncer foi causado pelo papilomavírus humano (HPV). "Sem ser muito específico, este câncer em particular é causado pelo HPV, que tem como origem sexo oral", destacou o Guardian, citando Douglas. "Eu me preocupei que o estresse causado pela prisão do meu filho tivesse sido o gatilho. Mas sim, é uma doença sexualmente transmissível que causa câncer", acrescentou. Na mesma época, Camerom foi preso por posse e tráfico de drogas.

Um porta-voz do Guardian News & Media afirmou que "até onde temos notícia, não recebemos reclamações sobre os artigos em questão de Michael Douglas ou seus representantes. Certamente vamos investigar quaisquer queixas que recebermos sobre o nosso jornalismo". Burry disse não ter pedido uma correção do jornal britânico. "Não estou pedindo ao Guardian a fazer nada, acho que eles já fizeram o bastante", salientou.

Duas vezes ganhador do Oscar, o ator revelou em 2010 que lutou contra um câncer, mas derrotou a doença graças a um extenuante tratamento de quimio e radioterapia. "Eu preciso fazer exames regulares - agora a cada seis meses -, mas há mais de dois anos está tudo bem", afirmou ao Guardian. "E com este tipo de câncer, em 95% das vezes ele não volta", celebrou.

Estudos da Faculdade de Odontologia da Universidade de Malmo e do The New England Journal of Medicine sugerem uma correlação entre sexo oral e câncer de garganta. A infecção por HPV também é a causa de 99% dos casos de câncer de colo do útero, segundo estudos com base em dados do Serviço de Saúde Britânico (NHS).


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