Arte & Agenda

Mikhail Baryshnikov se apresenta hoje em Porto Alegre

Espetáculo "Três Solos e um Dueto" ocorre no Teatro do Sesi

Mikhail Baryshnikov se apresenta hoje em Porto Alegre
Mikhail Baryshnikov se apresenta hoje em Porto Alegre Foto : Bengt Wanselius / Divulgação / CP
Com os ingressos já esgotados, "Três Solos e um Dueto" é o espetáculo que mostra nesta quarta-feira, no palco do Teatro do Sesi, em Porto Alegre, toda a magia e a grandiosidade de um dos maiores bailarinos de todos os tempos, Mikhail Baryshnikov. Ao seu lado estará a bailarina espanhola Ana Laguna, com quem apresenta um programa de quatro peças. Ele apresentará as coreografias criadas por Mats Ek, Benjamin Millepied e Alexei Ratmansky. A turnê nacional que estreou no último dia 19, em São Paulo, passará ainda pelo Rio de Janeiro (29 e 31/10), Brasília (4/11) e Manaus (14 e 15/11).

Em "Três Solos e Um Dueto", Baryshnikov e Ana Laguna dançam por cerca de 80 minutos. O primeiro dueto é "Valse-Fantasie", no qual Baryshnikov dança o tema do compositor Mikhail Glinka (1804-1857), considerado o pai da música erudita russa. A seguir, Ana Laguna dança uma versão de "Solo For Two", criada pelo coreógrafo sueco Mats Ek, com quem é casada. Já o terceiro segmento mostra uma nova versão do número "Years Later", em que Baryshnikov dança à frente de imagens de si mesmo jovem. No encerramento, os dois artistas voltam juntos ao palco em "Place", uma peça de 22 minutos na qual interagem com uma mesa e um tapete, trazendo elementos cenográficos à narrativa.

Esta pode ser a última chance de ver de perto dois ícones do balé contemporâneo, uma vez que o próprio Baryshnikov, aos 62 anos, já admitiu que pode voltar a se dedicar ao teatro e ao seu instituto de dança - o Baryshnikov Arts Center, em Nova Iorque (EUA) - no ano que vem.

Em entrevista coletiva, na última segunda-feira, em São Paulo, o coreógrafo comentou seu gosto pelo processo criativo para qualquer tipo de arte. "Já observei com vários amigos que são pintores e adoro ver como no vazio vão surgindo as cores e as formas", pensa. Isso para manifestar que sempre gostou do processo de ensaio, chegando a defini-lo como sendo mais importante que as próprias interpretações. "Eles revelam mais do que o que se vê no palco. Ele não teve a gênese da criação, sendo somente instrumento na mão de outros."

Sobre a dança brasileira, Baryshnikov diz ter visto muita coisa de dança brasileira, incluindo hip hop e vários ritmos brasileiros. "Vou sempre às escolas e aos lugares privados para conhecer novos coreógrafos", contou. Com Pina Bausch conheceu vários coreógrafos brasileiros, no país que define como "muito vibrante e com grande interesse pela dança moderna". Pela genética brasileira acha que o cidadão daqui conhece o "bom" e o "mau" movimento. O dançarino e coreógrafo retorna ao país após apresentação solo em 1998 e excursão com a Hell''s Kitchen Dance, em 2007, quando abriu o 25 Festival de Dança de Joinville.


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