O ministério suíço da Justiça autorizou nesta quinta-feira a libertação do cineasta franco-polonês Roman Polanski, detido na Suíça há dois meses a pedido dos Estados Unidos por ter mantido relações sexuais com uma menor há 32 anos. Na véspera, um tribunal do país aprovou a libertação do diretor sob fiança.
O ministério da Justiça tinha a possibilidade de se opor nos próximos 10 dias a esta decisão, mas desistiu de recorrer ante o Tribunal Federal contra a decisão. O veredicto, no entanto, não influi nas negociações sobre a extradição do cineasta para os Estados Unidos.
Para o Tribunal Penal Federal (TPF) de Bellinzone, sul da Suíça, uma fiança de 4,5 milhões de francos suíços (3 milhões de euros) e sua manutenção em prisão domiciliar são suficientes para evitar que ele fuja da justiça. Esta fiança representaria "uma parte significativa da fortuna do réu que, devido à idade avançada, provavelmente não terá a possibilidade de acumular novamente uma quantia semelhante".
O TPF ressaltou que o diretor de cinema somente poderá ser libertado quando forem cumpridos todos os requisitos estipulados (pagamento de fiança, expedição de ordem de prisão domiciliar e vigilância eletrônica).
Ministério suíço da Justiça autoriza a libertação de Polanski
Veredicto não influi nas negociações sobre a extradição do cineasta para os Estados Unidos