"Como bem disse o historiador Décio Freitas, nos sentimos mais em casa em Montevidéu do que em São Paulo e Rio de Janeiro. O ministro e ex-prefeito Ricardo Ehrlich é um pouco cúmplice deste intercâmbio entre as culturas gaúcha e uruguaia", afirmou Gonzaga. O coordenador do Porto Alegre em Cena, Luciano Alabarse, destacou o empenho do ministro para uma grande presença de peças uruguais no festival este ano (nove espetáculos), quando o país vizinho foi o homenageado do evento.
Ricardo Ehrlich disse que não pensava que ia se emocionar, mas que ao conversar com os gaúchos em espanhol ou até mesmo em portunhol, língua não-oficial mas muito falada na fronteira, fica difícil não falar em um mesmo território, uma mesma identidade e a fraternidade entre os dois povos. "Desde o tempo das ditaduras, uma fronteira abria os braços para a outra para aqueles exilados ou que estavam sendo perseguidos politicamente", disse, citando o exemplo do ex-governador Leonel de Moura Brizola. "Acredito que este prêmio possa ser um símbolo de olharmos para este caminho percorrido juntos e do caminho que teremos a percorrer."
A entrega da distinção ocorreu no Paço Municipal, com a presença do prefeito José Fortunati; dos secretários de Cultura da Capital e do Estado, Sergius Gonzaga, e Luiz Antonio Assis Brasil; além do ex-prefeito José Fogaça; do cônsul uruguaio em Porto Alegre, Oscar Demaria; o coordenador do Porto Alegre, Luciano Alabarse, e a secretária de Educação de Porto Alegre, Cleci Jurach.