A doação de mais de cem pinturas e esculturas abstratas da milionária venezuelana Patricia Phelps de Cisneros ao Museu de Arte Moderna de Nova Iorque permitirá um enriquecimento do grande acervo do local e criar um instituto de arte latino-americana em sua sede, informou o MoMA nesta segunda-feira. O "presente" consiste em 102 esculturas, pinturas e obras realizadas por 37 artistas abstratos entre os anos 1940 e 1990 no Brasil, na Venezuela, na Argentina e no Uruguai.
Entre os mais importantes nomes da relação estão os brasileiros Hélio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape, os venezuelanos Jesús Rafael Soto e Alejandro Otero, o argentino Tomás Maldonado e a uruguaia María Freire. A doação se soma a outras 40 obras latino-americanas doadas no passado por Patricia e seu marido Gustavo Cisneros ao MoMa, que já integravam a coleção de cinco mil obras da América Latina do museu, todas posteriores a 1931.
O museu não quis informar o valor estimado do presente, que classificou como "inédito em sua amplitude" e prometeu preparar uma exposição com as principais doações ao fim da ampliação, que deve terminar em 2019 ou 2020. As obras doadas nessa segunda foram selecionadas ao longo de vários anos por curadores do MoMa que trabalharam estreitamente com especialistas da Coleção Patricia Phelps de Cisneros (CPPC) "para escolher obras que contam a história da abstração na América Latina".
O diretor do MoMA, Glenn D. Lowr, afirmou que a contribuição vai "transformar a maneira em que as pessoas pensam sobre os trabalhos da América Latina e sua relação com o modernismo". Além disso, o Instituto oferecerá oportunidades de bolsa de estudos para realização de pesquisas, curadorias, publicações sobre arte latino-americana, além de uma conferência internacional programada para ser realizada anualmente.
MoMA vai criar instituto de arte latino-americana com doação de venezuelana
Presente de Patricia Phelps de Cisneros inclui obras dos brasieliros Hélio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape