A primeira peça possui texto, direção e atuação de Aderbal Freire Filho. O ponto de partida é o longa-metragem "Juventude", de Domingos de Oliveira, em que atuou como Ulisses. Com o fim do filme, o personagem se confronta com a realidade e entra num processo de decadência.
Gerald Thomas assina direção, iluminação (com Caetano Vilella) e texto de "Bait Man", escrito a quatro mãos com o ator Marcelo Olinto, da Cia. dos Atores (RJ). Num lugar árido e impactante, um ser coberto de sangue vaga pelo espaço, dissertando sobre a vida, após ser torturado. Ele foi confrontado por uma situação-limite de violência, discorrendo sobre a condição do homem contemporâneo e os caminhos para onde a humanidade caminha; sendo isca para uma situação que não fica clara.
A trama alterna humor e tensão e inicialmente é desenvolvida sem palavras, nos 10 primeiros minutos, apenas com efeitos de luz e ação física. "A plateia fica impactada e é levada por muitas sensações físicas e depois fica escutando o texto que ele fala do tempo atual: que vivemos sozinhos e solitários, confrontados com o medo, numa sociedade que caminha para o caos", afirma o protagonista Marcelo Olinto. "O público não passa incólume: ele pode se emocionar ou ter asco", acrescenta.
Com a montagem, que estreou há quatro anos, o ator realizou o sonho de trabalhar com o polêmico Gerald. Acostumado com longos processos de criação, desta vez viveu uma experiência nova, que durou seis meses, para levantar o esqueleto do roteiro e cujo período de ensaios não chegou a levar quatro semanas.
O 7º Palco Giratório Sesc acontece até o dia 27 de maio.