A atriz ítalo-tunisiana Claudia Cardinale morreu nesta terça-feira, 23 de setembro, aos 87 anos de idade. Estrela de filmes europeus de sucesso, ela encantou o público nos anos 1960. Entre clássicos, a atriz protagonizou filmes de Federico Fellini, Luchino Visconti, Blake Edwards e Mario Monicelli. A causa não foi divulgada.
Claudia Cardinale foi uma das maiores estrelas da era de ouro do cinema europeu. Com pais sicilianos, inicialmente falava francês e árabe. Nascida e criada em La Goulette, um bairro de Túnis, Cardinale venceu o concurso "A Mais Linda Garota Italiana na Tunísia" em 1957, sendo o prêmio uma viagem à Itália, ao Festival de Cinema de Veneza, que rapidamente a levou a contratos de filmes, devido principalmente ao envolvimento de Franco Cristaldi, que atuou como mentor por vários anos e depois se casou com ela.
Depois de fazer sua estreia em um papel menor com Omar Sharif em "Goha” (1958), Cardinale tornou-se uma das atrizes mais conhecidas na Itália depois de papéis em filmes como “Rocco e Seus Irmãos” (1960), “A Moça com a Valise” (1961), “Cartouche” (1962), “O Leopardo” (1963), de Visconti, e “8½”, de Fellini (1963).
A partir de 1963, Cardinale tornou-se conhecida nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha após seu papel em “A Pantera Cor-de-Rosa”, ao lado de David Niven. Um outro papel icônico foi a ex-prostituta Jill McBain no épico faroeste “Era Uma Vez no Oeste”, de Sergio Leone.
Em 1958, Claudia conheceu o produtor Franco Cristaldi, com quem teve uma relação próxima, embora nunca tenham se casado. Ela viveu por 42 anos com o diretor Pasquale Squitieri, até a morte deste, em 2017. Cardinale é mãe de dois filhos: Patrick, adotado por Cristaldi, e Claudia, fruto de seu relacionamento com Squitieri.
Além de sua carreira no cinema, Claudia Cardinale também se destacou pelo seu ativismo. Desde 2000, ela atuava como Embaixadora da Boa Vontade da Unesco para a Defesa dos Direitos da Mulher. A atriz recebeu prêmios como o Leão de Ouro Honorário em Veneza e o Urso de Ouro Honorário em Berlim.