O compositor ganhou fama com os filmes da série 007, entre eles "Goldfinger", "Da Rússia com Amor" e "Só se vive duas vezes". "Eu acredito que James Bond teria sido bem menos 'cool' sem John Barry", afirmou David Arnold, que sucedeu o músico como o compositor das trilhas do filme. Arnold descreveu a morte de Barry como uma "perda profunda".
Apesar de não ser o compositor do tema clássico da série, que ficou a cargo de Monty Norman, Barry foi o responsável pelos arranjos da melodia que virou a marca registrada das aventuras do agente 007. No entanto, as aventuras de 007 representaram apenas parte dos mais de 100 filmes nos quais Barry trabalhou durante a carreira e que lhe renderam uma OBE (Ordem do Império Britânico, na sigla em inglês), em 1999.
O compositor venceu os Oscar por "A História de Elza" (1966), pelo qual além de Trilha Sonora também faturou a estatueta de Canção Original em "O Leão no Inverno" (1968), "Entre Dois Amores" (1986) e "Dança com Lobos" (1991). Também foi indicado ao prêmio da indústria cinematográfica americana outras duas vezes, por "Mary Stuart, Rainha da Escócia" (1971) e "Chaplin" (1992). Entre as mais de 100 trilhas sonoras que compôs na carreira, um dos destaques é a de "Perdidos na Noite" (1969), pela qual venceu um Grammy. A última foi a de Enigma, de 2001.
Nascido em 1933 na cidade inglesa de York (norte), desenvolveu a vocação desde pequeno. O pai era proprietário de várias salas de cinema, e a mãe, pianista. Depois de estudar piano e trompete, Barry montou em 1957 um grupo de rock and roll, o "The John Barry Seven", antes de começar a trabalhar na televisão e no cinema.
Casado quatro vezes, uma delas durante três anos com a atriz Jane Birkin, John Barry vivia desde 1978 com a quarta esposa, Laurie, nos Estados Unidos. Tinha quatro filhos e cinco netos. A família informou que o funeral será privado.