O cineasta argentino Adolfo Aristarain faleceu neste domingo em Buenos Aires, aos 82 anos, conforme noticiado pela Academia Espanhola de Artes e Ciências Cinematográficas.
Fortemente ligado à Espanha, onde viveu por sete anos e realizou alguns de seus filmes, Aristarain é o diretor de "Um Lugar no Mundo" (Prêmio Goya de Melhor Filme Ibero-Americano) e "Lugares Comuns" (Prêmio Goya de Melhor Roteiro Adaptado), e recebeu a Medalha de Ouro da Academia Espanhola de Cinema em 2024.
"O cinema é uma profissão implacavelmente traiçoeira para quem a pratica. Mesmo que se tente esconder quem se é, mais cedo ou mais tarde o diretor, sem querer, expõe sua alma. Os filmes que se faz são quem se é", disse ele ao receber o prêmio.
Segundo a Academia de Cinema, ele foi uma figura fundamental nas indústrias cinematográficas argentina e espanhola das últimas décadas. Trabalhou com outros grandes diretores e atores. Foi assistente de cineastas como Mario Camus, Vicente Aranda, Sergio Leone, Lewis Gilbert, Gordon Flemyng e Sergio Renán.
Colaborou com atores e atrizes como Federico Luppi, José Sacristán, Mercedes Sampietro, Eusebio Poncela, Aitana Sánchez-Gijón, Cecilia Roth, Juan Diego Botto e Susú Pecoraro.
O diretor de “Tiempo de Revancha” (“Tempo de Vingança”), “La ley de la Frontera” (“A Lei da Fronteira”), “Martín (Hache)” e “Roma”, seu último filme, foi o primeiro diretor argentino a receber a Medalha de Ouro da Academia de Cinema "por ser um dos nomes fundamentais da história do cinema em língua espanhola, um proeminente representante do cinema argentino essencial, que tanto contribuiu para a nossa indústria cinematográfica".