Morreu nesta sexta-feira, 4, o ator Emiliano Queiroz, aos 88 anos. Ele passou 10 dias internado na Clínica São Vicente da Gávea, na zona sul do Rio, por ter colocado três stents no coração. Na quinta-feira, 3, ele teve alta médica e foi para casa.
De acordo com o amigo e produtor teatral Eduardo Barata, às 4h30 desta sexta-feira, 4, o artista acordou, tomou banho e começou a passar mal. Queiroz chegou a ser levado de volta para o hospital, mas teve uma parada cardíaca e morreu horas depois.
Emiliano era casado há 51 anos com a advogada e atriz Maria Letícia, de 77 anos. Ele tinha 14 filhos e deixa oito netos e três bisnetos.
Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento.
Carreira
Ele atuou em mais de 40 novelas e integrou o elenco da primeira novela da Rede Globo “Ilusões perdidas”, de 1965. O Bem-Amado entrou para a história como a primeira novela em cores da televisão brasileira. Dirceu Borboleta, fiel secretário do protagonista, o prefeito Odorico Paraguaçu, nasceu em cena, conforme Queiroz contou ao Estadão. "Em uma cena em que Odorico me acusava, apareceu uma gagueira, minha voz engasgou. Surgiu ali o jeito do Dirceu. Ele é fruto da repressão que sofre de Odorico e da mãe, que havia feito uma promessa para ele continuar virgem a vida toda".
Outro papel de destaque foi Juca Cipó, em "Irmãos Coragem”, de 1970. Entre outras participações estão as novelas “Pai Herói” (1979), “Cambalacho” (1986), “As Filhas da Mãe” (2001), “Senhora do Destino” (2004), entre outras. Em 2014 interpretou Padre Santo em “Meu Pedacinho de Chão”.
No cinema, entre os destaques de sua atuação estão os filmes, "Independência ou Morte” (1972), dirigido por Carlos Coimbra; “O Grande Mentecapto” (1989) e “Tiradentes” (1999), no papel do poeta Cláudio Manuel da Costa, ambos dirigidos por Oswaldo Caldeira; “O Xangô de Baker Street” (2001), dirigido por Miguel Faria Júnior; “Madame Satã” (2002), dirigido por Karim Aïnouz e “Casa de Areia” (2005), dirigido por Andrucha Waddington.
Queiroz ganhou o Kikito de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Gramado por uma participação de três minutos no filme "Stelinha" (1990), de Miguel Faria Jr.
Já no teatro, entre os papéis em que Emiliano atuou destaca-se a travesti Geni em “Ópera do Malandro” (1979), Veludo em “A Navalha na Carne” (1969), de Plínio Marcos, e Tonho, um dos “Dois Perdidos Numa Noite Suja” (1971), também de Plínio Marcos.
*Com informações do Estadão Conteúdo.