O estilista francês André Courrèges, símbolo da revolução indumentária dos anos 1960, morreu aos 92 anos, anunciou nesta sexta-feira sua "maison". Courrèges, que parou de trabalhar na década de 1990, morreu na quinta-feira em sua casa de Paris após uma batalha de 30 anos contra a doença de Parkinson, informou a casa Courrèges em um comunicado.
Entre vestidos curtos com linhas limpas, botas, toques de vinil e a onipresença do branco, sua cor favorita, o estilista captou o espírito da época e marcou seu tempo, soprando um vento de juventude e futurismo à moda. Nascido na comunda de Pau, na região da Aquitânia, filho de um mordomo apaixonado por arquitetura e pintura, começou a trabalhar no final da década de 1940 com o estilista Cristobal Balenciaga, que lhe ensinou o métier e com quem permaneceu 11 anos.
Lá conheceu sua futura esposa, com quem abriu em 1961 a sua própria casa de moda que logo se tornou um sucesso, revolucionando o mundo da moda com propostas que, em sua época, chocaram os princípios conservadores da sociedade. Um exemplo é sua coleção de Primavera de 1965, que lançava a minissaia, item que ele ajudou a popularizar na década seguinte.
Uma de suas musas foi a cantora Françoise Hardy, vedete dos anos 1960. "Ao longo de sua vida, André Courrèges, com (sua esposa) Coqueline, não parou de avançar, de inventar para estar sempre à frente. Um criador visionário que anteviu o que seria o século 21 e que acreditava no progresso. E isso é o que torna Courrèges tão moderno hoje", declararam Jacques Bungert e Frédéric Torloting, copresidentes do grupo Courrèges.
Seus desfiles eram impregnados de conceitos, com a instalação de uma enorme bolha transparente no Jardin des Plantes, em Paris, em 1980. Em 1985, investiu em um grande hotel de Tóquio para um evento de moda e música, durante o qual as maiores canções da música francesa foram interpretadas por 130 músicos.
Morre estilista francês que ajudou a popularizar a minissaia
André Courrèges tinha 92 anos e lutava contra a doença de Parkinson