Gilbert E. Kaplan, editor e economista norte-americano, não tinha formação musical, mas virou regente - de uma única peça, a Segunda Sinfonia (Ressurreição), de Gustav Mahler. Personalidade que despertava curiosidade no mundo musical, Kaplan morreu aos 74 anos, no primeiro dia de 2016, vítima de câncer. Entretanto, a filha do fundador da revista Institutional Investor, Emily, só confirmou a morte na noite desta quarta-feira.
Ele se tornou maestro em 1982, após exaustivos estudos da complexa sinfonia do austríaco Gustav Mahler, na qual se tornou um especialista, ministrando palestras, regendo e gravando a obra com orquestras importantes, como a Filarmônia de Viena. Obra com grande complexidade, estreou em 1895 e foi registrada por maestros como Claudio Abbado e Leonard Bernstein.
Para ser apresentada, "Ressurreição" exige um grupo orquestral de mais de cem músicos e era uma obsessão de Kaplan. Ele estudou nove horas por dia a música até subir ao palco pela primeira vez, em 82, e dirigir a American Symphony Orchestra. Ele regeu a sinfonia de Mahler mais de uma centena de vezes.
Morre Gilbert Kaplan, maestro que só sabia reger uma sinfonia
Economista de formação, norte-americano se especializou na obra de Gustav Mahler