Morreu no início da tarde desta segunda-feira, em decorrência de leucemia, a escritora e poetisa baiana, Myriam Fraga, 78 anos, diretora da Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador. Segundo a Fundação, a diretora estava internada desde o dia 20 de janeiro, no Hospital Aliança.
Myriam Fraga era soteropolitana, nasceu em 9 de novembro de 1937 e desde cedo demonstrou interesse pela literatura, com publicações em revistas e suplementos literários. Lançou o seu primeiro livro de poesias em 1964, com o título de Marinhas. Ela também era integrante da Academia de Letras da Bahia (ALB), onde, desde 1985, ocupava a cadeira de número 13.
A escritora assumiu a diretoria executiva da Fundação Casa de Jorge Amado (FCJA), desde sua instituição, em julho de 1986. Mais que os negócios relacionados à Fundação, ela mantinha uma relação de amizade muito próxima com o casal de escritores Jorge Amado e Zelia Gattai, já falecidos.
Por meio da rede social, o governador Rui Costa lamentou a morte da escritora. "Myriam Fraga levou poesia ao mundo. Mulher baiana, de São Salvador, inquietou seus leitores, nos fez refletir sobre o contraditório, a essência do feminino, sobre o país, e muito contribuiu para que nossa cultura fosse disseminada. Myriam deixa sua obra e a saudade. Em suas palavras: 'escrever liberta'. Que Deus conforte os familiares e amigos", escreveu.
Morre Myriam Fraga, diretora da Fundação Casa de Jorge Amado
Escritora e poetisa tinha leucemia