O ator passou mal em 18 de janeiro em Kitzubuhel, oeste da Áustria, onde participava de uma filmagem para o canal alemão ZDF, segundo a agência austríaca APA. Schell havia deixado o hospital na terça-feira passada. Nascido em Viena e exilado com os pais na Suíça depois que a Áustria foi anexada pelos nazistas, em 1938, Maximiliam Schell retornou à Áustria depois da guerra.
Maximilian e sua irmã mais nova, Maria Schell, foram dois atores europeus que conseguiram espaço em Hollywood.
Em 1961, ele recebeu o Oscar de melhor ator por seu papel de advogado de um criminoso de guerra nazista no filme "Julgamento de Nuremberg", do diretor Stanley Kramer, no qual dividiu a tela com Marlene Dietrich, Burt Lancaster, Spencer Tracy e Richard Widmark.
Durante muito tempo à sombra da irmã Maria, Maximilian Schell deu os primeiros passos como ator em um teatro da Basileia, na Suíça, aos 23 anos. Sempre permaneceu fiel aos palcos e atuou nos últimos anos em teatros de Nova Iorque, onde apresentou em 2000 uma versão de "Julgamento de Nuremberg", e de Londres, onde em 2006 participou na peça de Arthur Miller "Resurrection Blues", dirigida pelo cineasta americano Robert Altman.