Admirador declarado do cinema americano, Corneau também era produtor e roteirista, e trabalhou com os atores mais importantes do cinema francês, entre eles Yves Montand e Gerard Depardieu. Era apaixonado pelo cinema policial. Confessou certa vez que seu modelo e inspiração era Fritz Lang, realizador de "filmes nos quais as intenções profundas não são aparentes de maneira imediata".
Nos anos 70, Corneau trabalhou cmo assistente da diretora francesa Nadine Trintignant, que se transformou em sua companheira. Em 1973 fez seu primeiro filme, "França, sociedade anônima". Corneau também era músico e tocava piano e adorava jazz e a música barroca.
Sua paixão pela música se expressou em dois de seus filmes mais bem sucedidos: "Noturno indiano" (1989) e "Todas as manhas do mundo" (1991), que relata a história de um intérprete de violão no século XVII. O filme teve muito êxito e ganhou o César, o Oscar do cinema francês.
Seu último filme, "Crime d'amour", com Kristin Scott Thomas e Ludivine Sagnier, estreou há poucos dias na França, e recebeu boas críticas.