Arte & Agenda

Morre o cineasta William Friedkin

O diretor é responsável por "O Exorcista" e foi o vencedor do Oscar por "Operação França"

William Friedkin
William Friedkin Foto : AFP / CP Memória

O norte-americano William Friedkin, diretor do clássico de terror "O Exorcista" (1973) e do vencedor do Oscar "Operação França" " (1971), morreu aos 87 anos, informou a mídia  norte-americana nesta segunda-feira (7).

Friedkin morreu em Los Angeles, disse sua esposa e ex-CEO da Paramount Studios, Sherry Lansing, ao Hollywood Reporter. A causa não foi divulgada.

A carreira de Friedkin foi marcada por thrillers e suspenses, gêneros nos quais se especializou. Formado em jornalismo, o diretor também tinha uma ampla experiência com documentários. Friedkin iniciou a carreira em 1962 com trabalhos para televisão, em particular na série "Alfred Hitchcock Hour", da qual dirigiu alguns episódios.

Foi simulando o gênero que o cineasta recebeu seu primeiro grande reconhecimento internacional. Em 1971, ele esteve à frente de "Operação França", um marco no thriller urbano  que denunciava as ramificações do tráfico de drogas. Ao todo, o longa levou cinco categorias no Oscar, incluindo a de Melhor Direção e de Melhor Filme.

Mais tarde, Friedkin veria sua carreira novamente tomando proporções avassaladoras com o lançamento de "O Exorcista" (1973), que, segundo a "Variety", arrecadou US$ 500 milhões - cerca de R$ 2,4 bilhões na cotação atual - no mundo todo. O filme rapidamente se tornou um marco na história do cinema de terror, tornou-se um clássico do gênero e rendeu ao diretor a segunda indicação ao Oscar.

O cineasta foi homenageado com o Leão de Ouro no 70ª edição do Festival de Veneza (2013), com a justificativa. "É pela contribuição relevante e nem sempre reconhecida em seu alcance revolucionário à profunda renovação do cinema americano", dizia o comunicado. No evento, foi exibida uma cópia restaurada do seu filme "O Comboio do Medo" (1977).

Para o crítico de cinema Alberto Barbera, a obra de Friedkin, é "exemplo de um cinema exigente, intelectualmente honesto, emocionalmente intenso, aventurado e errático de modo programático". Barbera destacou ainda: "Depois de ter quebrados as regras do documentário com algumas obras televisivas idealizadas para um olhar seco, impiedoso e imprevisível, Friedkin revolucionou dos gêneros populares como o policial e o terror".

O cineasta também esteve à frente de produções como "The People vs. Paul Crump" documentário de 1962 sobre um homem no corredor da morte, e do polêmico "Parceiros da Noite", de 1980, em que Al Pacino viveu um policial que investiga uma série de assassinatos na comunidade LGBT+. 

O diretor ainda foi aclamado pela crítica com um de seus últimos filmes, "Killer Joe - Matador de Aluguel", estrelado por Matthew McConaughey e Emile Hirsch (2013).

Friedkin deixa a mulher, a executiva e ex-atriz Sherry Lansing, e dois filhos.

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta desta sexta-feira, dia 16 de outubro de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio