Arte & Agenda

Morre o jornalista Geneton Moraes Neto, no Rio de Janeiro

Repórter foi vítima de um aneurisma na artéria aorta

Geneton realizou diversas entrevistas durante sua carreira
Geneton realizou diversas entrevistas durante sua carreira Foto : Reprodução / Facebook / CP
Morreu aos 60 anos, o jornalista e escritor Geneton Moraes Neto nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. Ele foi vítima de um aneurisma na artéria aorta e estava internado, desde maio, na Clínica São Vicente, localizado na zona Sul da cidade carioca. Geneton deixa esposa, três filhos e quatro netos.

Nascido em Pernambuco, Geneton iniciou a carreira no jornal Diário de Pernambuco, em 1972, trabalhou na filial da TV Globo no Nordeste como repórter e editor e foi transferido para a Rede Globo, no Rio de Janeiro em 1985. Lá, exerceu a função de editor, correspondente internacional, repórter e editor chefe em telejornais. Na carreira literária, Geneton publicou 11 obras com diversas temáticas jornalísticas.

Ele chegou a dirigir três documentários: "Canções de Exílio", com entrevistas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Mautner e Jards Macalé sobre o tempo que viveram em Londres, durante a ditadura militar no Brasil, "Garrafas Ao Mar: A Víbora Manda Lembranças", "Dossiê 50: Comício A Favor Dos Náufragos" e "Cordilheiras No Mar: A Fúria Do Fogo Bárbaro", sua última produção que ganhou o Prêmio Especial do Júri no 25° Festival Ibero-Americano de Cinema, em Fortaleza. O filme trata o polêmico apoio do diretor Glauber Rocha ao projeto de abertura política anunciado pelo general Ernesto Geisel, em 1974.

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