Morreu aos 60 anos, o jornalista e escritor Geneton Moraes Neto nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. Ele foi vítima de um aneurisma na artéria aorta e estava internado, desde maio, na Clínica São Vicente, localizado na zona Sul da cidade carioca. Geneton deixa esposa, três filhos e quatro netos.
Nascido em Pernambuco, Geneton iniciou a carreira no jornal Diário de Pernambuco, em 1972, trabalhou na filial da TV Globo no Nordeste como repórter e editor e foi transferido para a Rede Globo, no Rio de Janeiro em 1985. Lá, exerceu a função de editor, correspondente internacional, repórter e editor chefe em telejornais. Na carreira literária, Geneton publicou 11 obras com diversas temáticas jornalísticas.
Ele chegou a dirigir três documentários: "Canções de Exílio", com entrevistas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Mautner e Jards Macalé sobre o tempo que viveram em Londres, durante a ditadura militar no Brasil, "Garrafas Ao Mar: A Víbora Manda Lembranças", "Dossiê 50: Comício A Favor Dos Náufragos" e "Cordilheiras No Mar: A Fúria Do Fogo Bárbaro", sua última produção que ganhou o Prêmio Especial do Júri no 25° Festival Ibero-Americano de Cinema, em Fortaleza. O filme trata o polêmico apoio do diretor Glauber Rocha ao projeto de abertura política anunciado pelo general Ernesto Geisel, em 1974.
Morre o jornalista Geneton Moraes Neto, no Rio de Janeiro
Repórter foi vítima de um aneurisma na artéria aorta