O quadrinista Harvey Pekar, famoso por retratar sua própria vida na série American Splendor, faleceu na noite de domingo, aos 70 anos, na sua casa localizada em Cleveland, Ohio. A causa da morte ainda não foi determinada.
Uma de suas grandes influências foi o amigo Robert Crumb. Diversos desenhistas colaboraram com a série ao longo dos anos, produzindo uma história onde Pekar falava de suas neuroses, suas pequenas vitórias e derrotas diárias, além de de um senso de humor nada agradável.
Em 2003, a vida de Pekar ganhou as telas do cinema no filme, feito em narrativa de documentário, que tinha originalmente o mesmo nome de sua HQ, "American Splendor". No Brasil, o filme foi chamado Anti-herói Americano, com o ator Paul Giamatti no papel de Pekar. "Harvey era um dos seres humanos com mais compaixão e empatia que eu já conheci. Ele tinha um grande cérebro e uma alma maior ainda. Ele era hilário. Era um grande artista, um verdadeiro poeta americano e não há substituto para ele", disse Giamatti, após a morte do quadrinista.
A fama do quadrinista lhe rendeu convite para roteirizar várias HQs, sobre temas como história e política, nos últimos anos. The Beats, um dos álbuns que ele ajudou a roteirizar nos últimos anos, sobre a geração beat, deve sair pela editora Saraiva até o final do ano. Pekar já sofreu de câncer linfático, o que deixou bem documentado nos seus quadrinhos.
Morre o quadrinista Harvey Pekar
História do roteirista de HQs foi levada aos cinemas em 2003 com Paul Giamatti no papel de Pekar