Morreu nesta segunda-feira (17), aos 92 anos, Rodi Pedro Borghetti, o “Borghettão”. A morte foi confirmada pelo Instagram do filho Renato Borghetti. Nome conhecido do movimento tradicionalista gaúcho, atuou na gênese do tradicionalismo, foi dirigente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e um dos fundadores dos Cavaleiros da Paz, em 1990.
Na publicação, Borghettinho se despede do pai. “Com certeza está fazendo uma linda cavalgada no céu”, escreveu na legenda. A causa da morte não foi divulgada.
Além de Renato, Rodi era pai de Marcos Borghetti. Ele também atuou como corretor de imóveis, empresário e advogado. Foi responsável pelo jurídico do Instituto Renato Borghetti de Cultura e Música.
O vice-governador Gabriel Souza lamentou a morte de Borghettão através do X. “Meus sentimentos aos filhos, Marcos e Renato Borghetti, e a toda a família e amigos”, destacou.
Lamento profundamente o falecimento de Rodi Pedro Borghetti, o querido Borghettão, aos 92 anos. Fundador da Confederação Brasileira de Tradição Gaúcha e ex-patrão do CTG 35, sua dedicação à cultura gaúcha é um legado inestimável. Meus sentimentos aos filhos, Marcos e Renato… pic.twitter.com/zSrNgMylRw
— Gabriel Souza (@GabrielSouza_RS) March 18, 2025
Também pelo X, o ex-governador Tarso Genro se despediu do tradicionalista. “Pêsames a sua família e ao Rio Grande todo. Descanse em Paz na Invernada do Céu!”.
Faleceu Borghettão, figura humana extraordinária, foi Diretor do IGTF no meu Governo onde demonstrou ser, além de um lastro fabuloso da nossa cultura regional, um gestor competente e responsável. Pêsames a sua família e ao Rio Grande todo. Descanse em Paz na Invernada do Céu!
— Tarso Genro (@tarsogenro) March 18, 2025
A cerimônia de despedida ocorre nesta quarta-feira (19), das 9h às 14h, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre.
História
Rodi Pedro Borghetti era uma grande representatividade dentro do movimento tradicionalista do estado. Nasceu na cidade de Flores da Cunha-RS. Em 1961, formou-se em direito na UFRGS. Na década de 1960 ingressou no 35 CTG, do qual já foi patrão sete vezes desde 1967. Foi duas vezes presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, diretor do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore e criador da Confederação Brasileira de Tradição Gaúcha.
Foi eleito o primeiro presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis – 3ª Região (CRECI), tendo sido reeleito por oito vezes, de 1962 a 1970. Sua importância na história da profissão de corretor de imóveis no Rio Grande do Sul se deu pela busca de direitos e reconhecimento da atuação dos profissionais no mercado comercial e de imóveis, que tinha por objetivo valorizar e reconhecer a importância do profissional de intermediação imobiliária.