Guerra, que estava doente há vários meses, nasceu em 16 de março de 1920 e começou a escrever durante a Segunda Guerra Mundial quando estava detido em um campo de concentração da Alemanha. "Comecei a escrever no campo de concentração. Fiz isto para acompanhar meus companheiros de prisão", contou em uma entrevista.
Ele ganhou fama como roteiristas em três obras clássicas: "Amarcord" (Oscar de melhor filme estrangeiro em 1975), de Fellini, "Blow Up - Depois Daquele Beijo", de Antonioni, e "Casanova 70", de Mario Monicelli, pelos quais foi indicado ao Oscar. Guerra também trabalhou com outros diretores italianos famosos, como Vittorio De Sica, Mauro Bolognini, Alberto Lattuada, Marco Bellocchio e Francesco Rosi.
Também colaborou com o grego Theo Angelopoulos e com o americano Steven Soderbergh (Eros, 2004).
"Era uma pessoa extraordinária, que conseguiu atravessar um século de cultura italiana. Perdemos um poeta e um gênio, uma pessoa maravilhosa", comentou Walter Veltroni, ex-prefeito de Roma e fundador do festival internacional de cinema da capital italiana.