Dentro das celebrações do Mês dos Povos Indígenas, neste abril, a Sala Redenção (campus centro da Ufrgs, Rua Eng. Luiz Englert, 333. ) realiza, de hoje até dia 30, a mostra “O Canto da Terra Viva”. Na programação, seis produções audiovisuais protagonizadas por pessoas indígenas, valorizam as identidades, os saberes e a resistência dos povos originários brasileiros.
A abertura será com o drama ficcional “Terra Vermelha” (2008), de Marco Bechis, que concorreu ao Leão de Ouro no Festival de Veneza em 2008. A trama traz dilemas de indígenas guarani-kaiowás de Mato Grosso do Sul na luta por território.
Também integram a mostra os documentários “O Mestre e o Divino” (2013), de Tiago Campos, que reflete sobre os resquícios da catequização portuguesa em uma comunidade indígena da atualidade; e “Gyuri” (2021), de Mariana Lacerda, que conta a história da relação da fotógrafa Claudia Andujar com povos yanomami da Amazônia.
A programação encerra no dia 30 de abril, às 14h, com a exibição de três curtas-metragens: “Ga vi: a Voz do Barro” (2022), “Fuá – o Sonho” (2025) e “Da Aldeia à Universidade” (2025). A sessão é seguida de conversa especialistas. A entrada é franca, mas para essa sessão, o público é convidado a contribuir com um quilo de alimento não perecível em apoio à comunidade kaingang de Canela, na serra gaúcha.