Os trabalhos dão sequência à pesquisa da artista, iniciada em 2013, acerca da paisagem urbana, especificamente a questões ligadas à insubordinação de elementos vegetais íntimos que insistem em resistir e propagar-se pelos ambientes mais inóspitos e inesperados de nossa teia urbana. Pequenas plantas, por muitos consideradas ervas daninhas ou inço, vão rompendo o concreto e instalando-se inadvertidamente no cinza do concreto, trazendo um vislumbre da vida que há por baixo da camada de cimento.
Além de questões conceituais que movem o olhar da artista, existe um desejo de trazer pela via do desenho essa imagem de potência, resistência e resiliência que as pequenas vegetações são capazes de suscitar. A visitação segue até 22 de fevereiro de 2019, sempre de segundas a sextas, das 13h às 18h.