Machado, raquete de tênis, foice, espada, marreta, garrafa quebrada e até mesmo um porrete com pregos. Todos são objetos utilizados para agredir mulheres apreendidos pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Canoas. O registro em imagens desses e outros objetos compõe a exposição fotográfica “O silêncio também é uma arma”, organizada e disposta ao público no espaço Galeria dos Municípios da Assembleia Legislativa do RS, na Capital, a partir desta terça-feira até sexta.
O acervo de objetos foi organizado pela delegada Carolina Terres, titular da Deam, e retrata a complexidade dos casos de violência contra a mulher e as dificuldades de denunciar seus agressores. Recentemente, Terres teve a ideia de registrar os objetos para estimular as denúncias de violência e convidou as fotógrafas Fabiane Guedes e Pâmela Lazaron para produzir imagens em que armas contrastam com "objetos relacionados à beleza, vaidade e sensibilidade da mulher", como secador de cabelos, salto alto, vestido, batom, flores, entre outros.
A exposição também é uma denúncia através da imagem da violência a que estão submetidas as mulheres no cotidiono e a luta de profissionais da Segurança Pública, parlamentares, ativistas e vítimas para combater e erradicar esse comportamento criminoso.
Mostra fotográfica exibe instrumentos utilizados para agredir mulheres
“O silêncio também é uma arma” estreia nesta terça na Galeria dos Municípios da AL